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Com uma área de aproximadamente 140 km quadrados, Guaratiba é rica, extremamente rica em sítios arqueológicos.

Quem sabe não venhamos a ter um museu em Guaratiba para valorizar a nossa história?

Com uma área de aproximadamente 140 km quadrados, Guaratiba é rica, extremamente rica em sítios arqueológicos e por desconhecimento da população, muitas vezes um sambaqui ou sítio arqueológico de valor incalculável para o nosso patrimônio histórico é destruído.

É exatamente por isso que aqui está localizada a Reserva Biológica e Arqueológica de Guaratiba subordinada ao Instituto Estadual de Meio Ambiente (INEA), que ocupa boa parte da região, e é uma das mais importantes reservas arqueológicas do Brasil.

Sambaquis nada mais são do que verdadeiros lixões pré-históricos formados de amontoados de conchas, ossos, restos de fogueiras e artefatos, misturados à areia, deixados por habitantes da pré-história. Além das conchas de ostras, são encontrados também diversos objetos fabricados, cascas de siris e caranguejos, muitos esqueletos de animais e de humanos, revelando que os povos dos sambaquis costumavam enterrar seus mortos nestes locais.

Esses resíduos pré-históricos podem chegar a uma altura de 30 metros, além de ocupar uma área que alcança alguns hectares, e foram formados ao longo dos anos quando uma população se fixava numa região até esgotar os alimentos ali encontrados, tanto que na base do sambaqui, normalmente encontram-se ostras de maior tamanho e na proporção que sobe as camadas superiores apresentam ostras menores e alimentos de mais baixa qualidade, o que denota o esgotamento dos recursos alimentares daquela região. Como essas sociedades viviam em áreas de grande umidade, assentar-se sobre morros formados por acúmulo de matéria orgânica ao longo de centenas de anos diminuía a umidade que chegava pelo solo, aumentando o seu conforto.

Apesar da importância científica dos sambaquis ser reconhecida desde 1845, sua destruição foi quase total e continua até hoje. Estas montanhas de conchas eram utilizadas para fabricação de cal, atividade que foi proibida em São Paulo em 1952 e no restante do País em 1961. Aqui em Guaratiba tínhamos um tal Poço da "Caieira" na Barra de Guaratiba que identificava essa prática predatória nos idos tempos da colônia.

Recentemente, a construção das estradas para criar o Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, que ligará o município de Itaboraí ao Porto de Itaguaí, revelou uma preciosidade histórica: ao longo de 72 quilômetros dos 145 que terá a nova rodovia, foram descobertos 22 sítios arqueológicos. Peças de cerâmica e ferro dos séculos XVII e XVIII; uma urna funerária, da tradição Una, os mais antigos ceramistas do litoral brasileiro e um cachimbo africano. Como vemos, áreas arqueológicas podem ser encontradas em qualquer ocasião, basta que se reconheça a importância do sítio e se informe as autoridades.

É muito importante que todos que vão ocupar as terras de Guaratiba, devido à expansão urbana que se avizinha do bairro, se conscientizem da importância de certas descobertas na região. Ao fazer a escavação para um alicerce ou colocação de uma sapata, ao explorar seu quintal, enfim ao ocupar essa terra virgem, se encontrar um sítio arqueológico em sua propriedade, avise as autoridades para que os artefatos sejam devidamente resgatados.

Quando falamos de sítios arqueológicos ou artefatos, não estamos nos restringindo a sambaquis ou civilizações de 5 mil anos atrás, mas também a artefatos ou construções do período colonial. Há alguns anos, achamos jogado à margem da Estrada das Taxas na Ilha de Guaratiba após a passagem de uma máquina de terraplanagem, um facão ou espada, semi pronta, ainda apresentando os vestígios de sua manufatura, provavelmente do Sec XVII ou XVIII, quando ainda se fazia esse tipo de ferramenta na forja a partir de uma barra de ferro.

É preciso que a população se conscientize do valor histórico desses artefatos e construções antigas para formar a memória de nossa região. Temos conhecimento de uma construção antiga na Rua dos Guimarães que só restou ruínas - as pedras de seu alicerce, pois as paredes foram derrubadas.

Como vimos na edição anterior o pessoal do CEPAG encontrou uma ponte construída em 1881 na Estrada da Grota Funda e estará providenciando um pedido de tombamento. Também já foram localizados marcos históricos em Pedra de Guaratiba que estão sendo monitorados.

Quem sabe não venhamos a ter um museu em Guaratiba para valorizar a nossa história.

| 13.12.2009 |Link Reserva Arqueologica de Guaratiba

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