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A novela do túnel da Grota Funda.
Só nos resta esperar...

A construção do túnel da Grota Funda, discutida desde 1953, até agora não saiu do papel.

De 1997 até hoje, são tantas as idas e vindas do projeto que nem a Prefeitura sabe ao certo o que vai fazer.

Em 1997 a Prefeitura do Rio encomendava um projeto executivo à Empresa Sondotécnica da duplicação de subtrecho da Avenida das Américas entre o atual km 19 (junto e antes da ponte sobre o canal de Sernambetiba) e a ponte sobre o rio Portinho, com interligação das Baixadas de Jacarepaguá e de Guaratiba, através do Túnel da Grota Funda, numa extensão total de 7 km.

No projeto constava a duplicação da Av. das Américas a partir das extremidades da travessia sobre o canal de Sernambetiba, ao longo do traçado atual, até atingir a estrada do Pontal, transpondo a Serra de Guaratiba através de dois túneis na Grota Funda (com 1.041 e 1.104 m), desembocando nas proximidades do cruzamento da Estrada da Barra de Guaratiba com a Av. das Américas, incluindo a implantação de uma praça de pedágio entre o emboque de Guaratiba e a interseção existente da Avenida das Américas com a estrada de Barra de Guaratiba.

Já naquela época, o líder do projeto da Sondotécnica deixou escapar a novidade que o túnel já ia ter uma faixa de rolamento para veículo leve sobre trilhos, portanto esse corredor BRT da Barra para Santa Cruz tão efusivamente anunciado pela Prefeitura tem suas raízes lá no passado e na verdade não seria um "buzão", que só foi proposto segundo dizem as más línguas devido a uma pressão exercida pelas empresas de carroceria de São Paulo. Durante todo esse tempo acompanhamos com interesse o desenrolar dos acontecimentos.

Na verdade, por traz da construção do túnel, não existe verdadeiramente a disposição da Prefeitura em beneficiar os moradores de Guaratiba, e sim facilitar a ligação da Barra da Tijuca à Via Dutra (parte do anel viário), que seria complementada pela ligação de Guaratiba à Estrada Rio do A em Campo Grande. Seria, como foi orçada na época, 40 quilômetros a um custo de 120 milhões. É claro que Guaratiba seria indiretamente beneficiada pela obra.

Daí pra cá, foram idas e vindas, tratos e destratos, licitações e desistências, Em 1999 o projeto empacava na FEEMA por conta de exigências ambientais, mas já em dezembro de 2000 o prefeito do Rio, na época, Luiz Paulo Conde, assinava a pouco menos de um mês da posse de Cesar Maia os contratos de concessão e de obras da construção do Túnel da Grota Funda e de seus acessos. O consórcio vencedor da licitação era formado pelas empresas Construcap, de São Paulo, e Modern, dos Estados Unidos. O futuro secretário municipal de Urbanismo, na época, o verdíssimo Alfredo Sirkis criticava não só a obra, mas essa atitude de Conde que deixava para Maia um compromisso de 120 milhões.

No início de 2001 tudo indicava que a construção do Túnel da Grota Funda iria iniciar naquele ano, porém mais uma vez a liberação das obras se arrastava dependendo ainda da aprovação do Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente. Em setembro de 2001 A prefeitura entregava um novo estudo de impacto ambiental para as obras do Túnel da Grota Funda.

Em 2002 o projeto ficou paralisado porque a Feema não concedeu a licença ambiental das obras. O órgão exigiu que fosse feito um EIA-Rima, apresentado em março de 2002 pela prefeitura. Em agosto do mesmo ano, finalmente tivemos a notícia que o túnel ia sair do papel. A Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) aprovou o projeto do túnel e de seus acessos, autorizando a concessão da licença ambiental. Em dezembro o terreno onde funcionavam as três escolas de vôo livre da cidade, na Serra da Grota Funda, foi desapropriado para a construção do túnel.

No fim de março de 2003, o secretário municipal de Obras, Eider Dantas, previa que a obra para a construção do Túnel da Grota Funda começariam imediatamente, caso a Feema emitisse a licença. O documento foi liberado, mas nem sinal da obra. A construção como estava prevista exigiria a retirada de 340 famílias.

Em abril de 2004 o Túnel da Grota Funda empacou outra vez. A empreiteira contratada para terminá-lo entrou na justiça com um pedido de revisão de preços. O impasse financeiro entre a prefeitura e o consórcio SerraAzul, que ganhou a concorrência para a construção do Túnel passou neste momento a atrasar a execução da obra, licitada já há quatro anos.

Em 2005 soubemos que o Túnel da Grota Funda voltava à estaca zero depois que o consórcio vencedor da concorrência desistiu da obra. Em junho do mesmo ano a prefeitura criou um grupo de trabalho para avaliar a viabilidade técnica, econômica e financeira para a concessão da construção e exploração, através de pedágio, do Túnel da Grota Funda, por aí já se via que a coisa não ia sair mesmo.

Daí pra cá só boatos e uma ou outra promessa vinculada aos eventos internacionais que ocorrem no Rio, um engarrafamento enorme que nos consome o combustível e a paciência ao cruzar a serra nos horários de pico, no mais, esse sentimento de rejeição que vez por outra nos assola.

| 19.10.2009 |

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| 19.10.2009 |

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