Notícias de Guaratiba

Barulho, um problema difícil de resolver

Publicado em 01.06.2010

Ao contrario do que muita gente pensa, existe Funk, triste, mas que se pode escutar

Quem já não se viu as voltas com um vizinho importuno ou parente que insiste em se divertir infernizando a vida dos outros. Parece que tem gente que só consegue se divertir ou ficar alegre se tiver sentindo cócegas nos tímpanos. Entretanto, quando o barulho é eventual, provocado por uma reunião íntima que se torna pública mediante o gosto musical do patrocinador do evento que nos é imposto sem nenhuma cerimônia, isso pode ser perfeitamente resolvido se na ocasião vamos visitar um parente que há muito não visitamos ou partimos para aquele passeio que há muito tempo a "patroa" está pedindo. Pronto, no dia seguinte retornamos e a atmosfera sonora de nosso lar voltou ao normal, foi apenas um susto.

Ruídos urbanos que acontecem apenas em uma ocasião ou outra, nós podemos suportar com certa facilidade e tolerância. O mesmo não acontece quando todos os sábados a birosca da esquina ou o trailer do "fulano de tal" vai promover um baile funk na rua até o raiar do dia, ou em baixo do prédio é inaugurada uma boate ou botequim que brinda diariamente seus fregueses com a mais fina discoteca ou o mais descarado pagode da cidade. O som rola a noite toda e você não consegue dormir, ver televisão, conversar, ler, enfim, você fica escravo daquele som infernal.

Quem já passou pela experiência sabe que nossas autoridades não estão nem aí para o problema. Não se consegue eliminar o barulho com uma simples reclamação aos órgãos responsáveis. Existe toda uma legislação que protege o cidadão contra o excesso de barulho, entretanto nada é aplicado. Não existe ninguém que resolva o problema, e se alastram pela cidade focos de ruído que em países civilizados nunca existiriam. A todo esse nosso desamparo acústico acrescente-se o terrorista sonoro; aquele infeliz que não tendo como se divertir, namorar, praticar esporte, estudar, ler, sei lá...fazendo alguma coisa de útil, instala sons estridentes no carro e lá pelas tantas da madrugada dirige acordando toda a vizinhança.

O problema é tão sério e tão grave que existem sites na internet que tratam especificamente do assunto, e nenhuma região é privilegiada por esses acontecimentos, ocorrem em toda a cidade, incomodando a população pacata e os órgãos de controle e repressão não dão conta das reclamações. O site "http://www.chegadebarulho.com" esgota o assunto e dá toda a informação de que precisamos quando enfrentamos um caso desses, inclusive um fórum em que podemos partilhar nossa desdita com outras pessoas que passam pelo mesmo problema.

As autoridades não estão nem aí para nosso problema, a menos que eles ocorram em baixo de suas janelas ou em baixo das janelas de seus parentes. Infelizmente, nós só podemos aguardar que aconteça algum fato novo que obrigue a polícia a fechar o local, ou algum desafeto do dono da birosca venha cobrar explicações pelo barulho, ou ainda, o prejuízo da festa fique insuportável para o dono do estabelecimento que desiste da empreitada. Quanto aos carros-trios-elétricos, devemos esperar que fiquem obsoletos e parem de funcionar daqui a alguns anos.

Compartilhe essa notícia