Notícias de Guaratiba

Bonga, antiga moradora de Guaratiba, hoje vive em Niterói

Publicado em 02.07.2010

Durante os anos 90 funcionava na Estrada da Pedra um parque temático chamado Bwana Park. Na entrada, os portões exibiam réplicas de presas de elefante em cimento como aqueles parques existentes na África, tudo parecia oferecer um clima rústico e selvagem, essa era a proposta. Dentro dos muros havia piscinas, restaurantes e brinquedos para a garotada, e para dar um clima mais selvagem ao lugar, como propunha os administradores e donos, abrigava um zoológico com animais selvagens. Existia ali uma grande quantidade de animais que podiam ser admirados pelos freqüentadores.

No dia 15 de agosto de 2001, numa quarta-feira, foram encontrados 103 animais mortos dentro de freezers no parque. O Ministro do Meio Ambiente, na época, José Sarney Filho, determinou ao presidente do IBAMA, que instaurasse inquérito administrativo para apurar responsabilidades sobre maus tratos e mortes de animais no parque. Na ocasião foi constatada negligência e o parque foi fechado, sendo transferidos os animais sobreviventes para outras instituições oficiais.

O episódio deflagrou uma grande operação de investigação e levantamento de zoológicos particulares e criadouros em todo país para detectar a situação de animais em cativeiro, e a partir daí o IBAMA passou a reforçar sua atuação contra o tráfico de animais silvestres.

Dentre os animais que foram salvos do Bwana Park encontrava-se a macaca Bonga, hoje com 50 anos morando no zoológico de Niterói e de acordo com Giselda Candiotto, diretora do zoológico, Bonga recebe muito mais do que os cuidados necessários. "Ela é mimada. É muito paparicada, principalmente pelos tratadores homens do zoológico", conta Giselda à reportagem do Globo. Sua alimentação é à base de espiga de milho, ovo cozido, folhas e mamadeira de vitaminas.

Quem for ao zoológico não vai encontrar Bonga ao lado dos demais animais em exposição. Isto porque ela precisa ser monitorada, em uma jaula pequena. Segundo a diretora do zoológico, ela não pode ficar em exposição, pois recebe tratamentos diários. "Às vezes, ela tem febre e por causa da idade sente muito frio", afirma Giselda na reportagem.

Reportagem G1/RJ

Compartilhe essa notícia