Notícias de Guaratiba

Instituto de Biologia da UFRJ estuda manguezal de Guaratiba

Publicado em 03.08.2010

Dezesseis alunos de mestrado e doutorado do Curso de Graduação e Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, coordenados e orientados pelo professor Alex Enrich Prast da cadeira de Bioquímica Experimental passaram os últimos dias dentro do manguezal coletando informações sobre a salinidade, temperatura, porosidade do solo, saturação, acidez, radiação e tantas outras medidas que encheram folhas e mais folhas com gráficos demonstrativos e complicadas avaliações de tais parâmetros para o meio ambiente.

O projeto, parcialmente financiado pela Petrobrás, no qual todos estão envolvidos, tenta mostrar que a preservação do manguezal de Guaratiba é interessante não só pelos aspectos ecológicos e ambientais de preservação mas também pelo aspecto econômico quando se encara este bioma como uma grande máquina natural de seqüestro de carbono (CO2). Em linhas gerais, qual a capacidade do manguezal de retirar da atmosfera o carbono responsável pelo aquecimento global em termos, por exemplo, de tantas toneladas por hectare.

Créditos de carbono

Na definição encontrada na wikipédia "sequestro de carbono é um processo de remoção de gás carbônico. Tal processo ocorre principalmente em oceanos, florestas e outros organismos que, por meio de fotossíntese, capturam o carbono e lançam oxigênio na atmosfera. É a captura e estocagem segura de gás carbônico (CO2), evitando-se assim sua emissão e permanência na atmosfera terrestre".

Essa outra face da preservação do manguezal, torna-se interessante quando, por exemplo se imagina que uma tonelada sequestrada de carbono poderia render 10 dólares, e de acordo com a área total preservada, as estimativas poderiam chegar a milhares, talvez milhões de dólares que poderiam ser investidos em atividades de desenvolvimento sustentável para as comunidades locais. Mas como a coisa funciona? Através, por exemplo, de incentivos financeiros do IFC - International Finance Corporation -, ligado ao Banco Mundial, ou de outras instituições parceiras. Estas instituições financiam projetos de desenvolvimento limpo, estratégia aprovada pela convenção sobre mudanças climáticas, prevista no protocolo de Kioto, que obriga países poluidores a pagarem pela conservação de áreas florestais em várias partes do mundo.

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