Notícias de Guaratiba

A Baía de Sepetiba é muito rica em pescado, mas até quando?

Publicado em 12.02.2010

A Baía de Sepetiba interliga-se com o mar a oeste lá pelos lados de Mangaratiba e a leste pelo canal de Barra de Guaratiba. Segundo levantamentos feitos pelos órgãos ambientais, suas áreas de mangue e zonas estuarinas constituem um verdadeiro criadouro natural de diversas espécies. A atividade pesqueira portanto é um importante segmento para suporte econômico e social da região.

Apesar de toda a beleza que pode ser apreciada em várias fotos postadas aqui mesmo na internet, por amantes de fotografia e apaixonados pela região, nossa Baía de Sepetiba sofre sérias agressões ambientais e a principal talvez seja a enorme quantidade de lançamentos de efluentes domésticos e industriais e o aumento de partículas em suspensão decorrente de intensos processos erosivos observados em toda a bacia.

A falta de um planejamento urbano e territorial, a inexistência de sistemas de drenagem, o desmatamento e o uso inadequado do solo intensificam o processo de assoreamento e problemas ambientais da região.

A Restinga de Marambaia também faz parte desse ecosistema e com cerca de 79km², apesar de ter uns poucos metros acima do nível do mar, protege a baía tornando-a um corpo de águas salinas e salobras abrigadas. Existe uma imensa barragem de areia que funciona como um dique, e que está pouco a pouco reduzindo devido a um intenso processo de erosão decorrente da ação de fatores físicos, tais como correntes, ventos, e ondas.

Restinga da Marambaia

O Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias/INPN vem monitorando essa redução ao longo dos anos e construiu a seguinte tabela:

Uma curiosidade dessa faixa de areia chamada "Pumbeba" pelos pescadores é o fato de que em dezembro, uma vez por ano, peixes do tipo "Linguado" ficam encalhados na areia, o mesmo ocorrendo com camarões por volta da Semana Santa em março.

Pumbeba

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