Notícias de Guaratiba

A história da Igreja de Nossa Senhora do Desterro em Pedra de Guaratiba

Publicado em 17.05.2010

A Professora Ana Elizabeth Vasques Leão em 2004 realizou intensa pesquisa sobre a Igreja de Nossa Senhora do Desterro em Pedra de Guaratiba. O texto nos foi oferecido por Nilson Pinto, sobrinho do Historiador Rivadávia Pinto e grande amigo da pesquisadora, que nos serviu de ponte e que viu assim a oportunidade de tornar público tão importante documento que se encontrava guardado, disponibilizando na grande rede toda essa informação para as novas gerações de Guaratibanos que acessam o Portal.

Devido à quantidade de informações nele contido, o documento está sendo disponibilizado em PDF em sua forma original. Ficam aqui, no entanto registradas algumas curiosidades contidas na pesquisa que podem talvez incentivar o leitor a uma leitura mais atenta do texto.

A igreja foi construída em 1628 por Jerônimo Vellozo Cubas que em 27 de junho de 1629 doa a capela ao Convento do Carmo bem como a metade de suas terras e posses.

Em 17 de maio de 1645 a viúva de Jerônimo, Beatriz Alves Gago e o seu segundo marido, Sebastião Mendes da Silva, ratificam a doação da metade das terras e administração da Capela de Nossa Senhora do Desterro.

Em 1773 Miguel Rongel de Souza Coutinho publica a narração da Lenda de Guaratiba, na qual justifica a construção da Capela de Nossa Senhora do Desterro:

Conta a lenda....

Jerônimo Vellozo Cubas e sua esposa, Beatriz Alves Gago, possuíam, em sua companhia, uma índia muito idosa, cega e doente. Certa manhã, a índia disse aos seus patrões que Nossa Senhora havia pedido que erguessem uma Igreja à beira da praia, num lugar onde havia muitos craveiros.

O casal, porém, não acreditou, do que resultou o caso extraordinário que os levou, como agradecimento, a doarem metade de seus bens aos Religiosos do Carmo para a construção da Capela de Nossa Senhora do Desterro em Guaratiba: Aconteceu que, um dia, amanheceu a índia, que era velha, cega e doente, curada de todo o mal, com a visão perfeita e muito forte como uma jovem.

Dirigindo-se aos seus patrões, lhes disse que, como eles não quiseram acreditar nem se interessaram em procurar o lugar solicitado pela Mãe de Deus, Nossa Senhora havia lhe restituído a saúde para que o seu pedido fosse atendido. Ainda atordoados, mas convencidos, foram imediatamente para a beira da praia até que acharam o lugar indicado, com uma grande quantidade de craveiros. Entre eles, havia um com um lindo pendão com três cravos, o qual foi colocado entre as mãos da Virgem Maria. Estas flores permaneceram vivas durante anos como na hora em que foram colhidas.

Leia mais na pesquisa da Professora Ana Elizabeth Vasques Leão

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