Notícias de Guaratiba

A história do polo de plantas ornamentais de Guaratiba

Publicado em 20.04.2010

Há aproximadamente 6 anos atrás, os produtores de plantas ornamentais de Guaratiba juntamente com outros produtores e comerciantes de plantas e derivados do Rio de Janeiro, algo em torno de 130 empresários, animados com promessas da Prefeitura do Rio, reuniram-se e fundaram a AFLORERJ – Associação dos Produtores e Comerciantes de Plantas Ornamentais e Derivados do Estado do Rio de Janeiro.

Na época, o então Prefeito César Maia ofereceu o terreno em que hoje está localizado o Hospital SARAH, local onde funcionaria um grande entreposto comercial de plantas ornamentais denominado PLANTARIO. Apesar de cedido o espaço, foi cobrado ao grupo de comerciantes fundadores da AFLORERJ um ano de taxa de ocupação do terreno, apesar de nunca ter sido ocupado.

No segundo mandato de César Maia a AFLORERJ recebeu a comunicação que a área onde seria instalado o PLANTARIO foi repassada para o Hospital SARAH por razões técnicas e que lhes seria cedido outro espaço igual ou superior, o que não aconteceu.

A AFLORERJ já funcionando como organização formal tomou então a iniciativa de alugar um galpão no Mercado São Sebastião localizado na Avenida Brasil, a um custo mensal de R$ 50.000,00, o que foi arrecadado entre alguns dos 130 sócios da AFLORERJ, aqueles mais engajados no projeto. Entretanto devido ao péssimo estado de conservação do prédio, os produtores solicitaram aos órgãos públicos apoio na implantação definitiva da empreitada. Somente alguns profissionais da CADEG – Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara ofereceram apoio técnico ao projeto.

Após toda a burocracia e cumprimento dos requisitos necessários à implantação, a coisa rendeu por mais 6 meses a um custo em torno de R$ 1.400.000,00, os empresários foram completamente abandonados pelo poder público que não lhes ofereceu nenhum apoio, resultando inclusive no final da história em um processo movido pelos donos do galpão (TELERIO) contra a associação gerando mais despesas que após sua quitação restou um grande prejuízo para os principais mentores do projeto.

Numa segunda tentativa de organização do Polo de Plantas, que seria chamado de Polo Paisagístico Roberto Burle Marx, somente produtores de Guaratiba foram convidados a participar, o que corresponderia mais ou menos a 80 produtores, segundo levantamento extraoficial. Na época foram realizadas várias reuniões no Sítio da Tropiflora, Auditório do Sítio Roberto Burle Marx, Ciep Roberto Burle Marx e Fazenda Modelo, na época cedida por Victor Fasano - Secretaria Especial de Proteção dos Animais da Cidade do Rio de Janeiro.

Desde a primeira reunião foi sugerido que a Prefeitura cederia um galpão com mais ou menos seis mil metros quadrados que teria servido para a construção do Engenhão que seria montado em parte do terreno da Fazenda Modelo no Trevo da Estrada da matriz para alojar exposições e box de comercialização de produtos.

No entanto para implantação do projeto seria necessário aterramento da área, obras de urbanização e infra-estrutura, além de recuperação do próprio galpão que deveria estar deteriorado após sua utilização em outro projeto. Segundo proposta, na época, todas essas obras deveriam ser custeadas pelos próprios produtores, o que de qualquer forma seria inviável. Entretanto não foi preciso muitas discussões sobre essa viabilidade porque após a eleição do atual Prefeito a coisa ficou em banho maria e só agora o assunto voltou a ser estudado com esse projeto da Secretaria de Desenvolvimento Solidário. Com relação ao referido galpão nada sabemos.

Esses talvez sejam os motivos pelos quais os produtores atualmente não estejam acreditando muito nessa história de Polo de Plantas. O que eles querem e precisam é o trabalho da Prefeitura, que as ruas para acesso aos seus hortos, oficinas e comércio sejam asfaltadas, seja oferecida água encanada e algum tipo de drenagem e saneamento, e a sinalização para que os produtores de plantas sejam localizados. De resto pode deixar que os próprios produtores e comerciantes de plantas ornamentais se organizam em cooperativas e associações.