Notícias de Guaratiba

Apesar de altamente poluída a Praia de Sepetiba recebeu banhistas neste Carnaval.

Publicado em 23.02.2010

Foto: Edson Ribeiro

Não adiantam os avisos das autoridades sanitárias do Estado. As pessoas continuam a mergulhar no mar poluído da Praia de Sepetiba. Falta informação e as autoridades sanitárias fazem vista grossa para o problema.

Segundo os técnicos especialistas no assunto, os principais fatores que provocam a poluição na Baía de Sepetiba são os componentes orgânicos e os nutrientes, originários dos esgotos domésticos de pelo menos 1.600.000 habitantes que vivem no entorno da baía e em 12 municípios próximos. Os efluentes industriais de mais de 100 industrias do maior pólo industrial do Rio de Janeiro também contribuem para essa poluição. Existem ainda efluentes provenientes da produção agrícola que em menor quantidade também são despejados nos rios e canais.

A carga orgânica produzida por essa bacia hidrográfica, de mais de 80 toneladas/dia de resíduos e 500 mil metros cúbicos de esgoto in-natura, são lançados nos rios e canais que deságuam nas águas da baía. Essa carga orgânica proveniente dos esgotos domésticos chega à Baia de Sepetiba de forma mais concentrada na porção leste, na faixa litorânea, proveniente de cursos d'água que drenam áreas densamente povoadas. Os efluentes das fossas sépticas, geralmente sem sumidouro, são lançados nas galerias de águas pluviais ou em valas e chegam aos cursos água.

Os principais rios da bacia hidrográfica que deságuam na Baía de Sepetiba são os rios Guandu (chamado de canal de São Francisco na porção final, próximo à Baía), da Guarda, Canal do Itá (interligado com o rio Guandu-Mirim), Piraquê, Portinho, Mazomba e Cação. Já foi identificado que com exceção do Canal de São Francisco, os demais rios apresentam péssimos indicadores de qualidade de água, de acordo com Resolução CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) Número 20, de 1986.

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