Notícias de Guaratiba

MP denuncia padre Marcus Vinicius de Pedra de Guaratiba

Publicado em 30.09.2010

Em dezembro de 2009, o padre Marcus Vinícius Antunes Trindade foi acusado pelo professor Frank Omenuko Omenka de tentar seduzir sua namorada na época Beatriz Silva de Araújo, utilizando como artifício, suas revelações no confessionário, atitude não só condenável pelas leis da Igreja como pelo código civil. Fato este que o levou a procurar a justiça abrindo uma ação contra o pároco de Pedra de Guaratiba. Finalmente o Ministério Público Estadual denunciou este mês o padre Marcus, por quebra do sigilo no sacramento da confissão.

A denúncia do MP é de que o padre teria revelado a Beatriz, tanto na igreja quanto por telefone, que Frank jamais se casaria com ela. O religioso também teria contado à mulher que o fiel se queixava, no confessionário, do comportamento da namorada e que tinha receio de que Beatriz pudesse entrar em contato com outros homens.

A promotoria aponta ainda que o padre estaria estimulando Beatriz a largar Frank. Segundo o promotor Egberto Zimmermann, a quebra de sigilo é prevista no artigo 154, do Código Penal, com pena de serviço comunitário, como doação de cestas básicas, ou detenção de três meses a um ano, ao profissional que revelar, sem justa causa, segredo cuja revelação possa produzir dano.

No final do ano passado, Beatriz confirmou ao jornal "O DIA" que tinha "envolvimento afetivo" com o padre: "Ele segurava na minha mão, me pedia abraços e beijos. As coisas esquentaram".

Na quinta-feira (23/09/2010), houve a audiência de instrução e julgamento, em que estiveram presentes o professor Omenka e Beatriz, além do religioso. "O processo está na Justiça e Deus está no controle", afirmou Frank. O advogado do padre, Paulo Roberto Monteiro de Amaral, disse que seu cliente está tão confiante na absolvição que rejeitou as propostas de conciliação feitas pelo Ministério Público.

O padre Marcus Vinícius entrou na justiça com uma ação de difamação movida contra o professor que foi rejeitada no início do mês. "Vamos recorrer", disse o advogado do pároco envolvido na polêmica.

O Ministério Público chegou a oferecer ao sacerdote dois acordos, que foram recusados: doação de cestas básicas de R$ 1 mil a instituições carentes ou suspensão do processo por 2 anos. Nesse caso, o padre teria que ir a cartório criminal uma vez por mês, e o processo seria arquivado.

Compartilhe essa notícia