Notícias de Guaratiba

Chácara de Guaratiba foi envolvida em tráfico internacional de drogas

Publicado em 30.10.2010

No dia 21 de outubro, quinta feira passada, a Polícia Federal interceptou um caminhão com 240 quilos de cocaina que seriam embarcados para a Itália pelo Porto de Sepetiba. A droga estava escondida sob a terra de vasos de plantas (Palmeiras). Na ocasião, o motorista do caminhão que trouxe a cocaína de Santo André, um italiano, suspeito de ser o proprietário da droga, e um brasileiro que acompanhava o transporte da droga foram presos. A estimativa é que o valor da revenda da droga na Itália chegaria a oito milhões de Euros

De acordo com o titular da Divisão de Repressão a Entorpecentes da PF, João Luiz Caetano, a droga apreendida veio de Santo André, no ABC Paulista. Ali a cocaína foi colocada num caminhão que transportaria argila para posteriormente receber as plantas que serviriam de disfarce e seriam acondicionadas em um contêiner, numa chácara em Guaratiba. Segundo ele, a polícia recebeu a informação na sexta-feira passada e desde então fazia a vigilância do local.

"Na quarta feira à noite um caminhão entrou na chácara e só saiu do local no dia seguinte, acompanhado de outro caminhão, em direção ao Porto de Itaguaí. A gente realizou a abordagem dos veículos e localizamos a droga que estava escondida debaixo da terra em vasos de plantas", explicou o titular da Divisão de Entorpecentes.

Após a apreensão, os agentes foram até a chácara, onde encontraram outros 30 quilos de cocaína. O motorista do caminhão confessou ter sido contratado por um homem chamado Negão, em Santo André, que combinou pagar R$ 5 mil paraque ele trouxesse a carga até o Rio. O transporte foi acompanhado por dois homens, entre eles o italiano preso.

O Portal conversou com empregados da chácara que fica na Ilha de Guaratiba, e segundo apuramos o italiano chamado Manuel, casado com uma brasileira, teria se apresentado como negociante do ramo e iniciou negociações com a chácara para a exportação das plantas. Esta seria a quarta venda feita pela empresa que seria exportada. Um dos proprietários da chácara G. de 34 anos, envolvido no escândalo, veio para Guaratiba com sete anos de idade e há 27 anos é negociante de plantas neste mesmo local.

- "Nada indicava que se tratava de um traficante. Veio aqui com a mulher e os três filhos visitar a chácara. Parecia que tudo estava bem e aí aconteceu isto. Foi uma surpresa para todos, mas o caso ainda continua a ser apurado", afirma uma empregada da empresa.

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