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Rio Como Vamos lança campanha "Deixa de ser Mané"

Publicado em 30.12.2010

Deixa de ser Mané! Este é o apelo da campanha que o Rio Como Vamos está lançando para estimular a adoção de atitudes cidadãs simples, mas fundamentais para o bem estar da cidade, como não jogar lixo nas ruas ou nas praias, recolher o cocô do cachorro da calçada, deixar os cruzamentos livres, não exagerar com a buzina do carro e só estacionar em locais permitidos. A proposta é, de forma leve e bem-humorada, convencer o carioca de que todos lucram quando as pessoas fazem a coisa certa e que degradar a cidade ou tentar se dar bem em cima dos outros é coisa de Mané, porque ele mesmo acabará pagando o preço. Desenvolvida pela DPZRio10 - braço de negócios da agência DPZ voltado para ações relacionadas à década de eventos que o Rio terá pela frente - a campanha está com todo o planejamento pronto, à espera de parceiros para que possa ganhar as ruas nos primeiros meses do ano que vem.

- A campanha se apoia na ideia de que cada um de nós tem uma contribuição a dar para a cidade. É preciso quebrar o paradigma do nós e ele, o governo, pois nenhum governo, por melhor que seja, funciona plenamente sem a participação da população. A DPZ acolheu nosso projeto de melhoria da qualidade de vida no Rio - destaca Rosiska Darcy de Oliveira, presidente executiva do Rio Como Vamos, acrescentando que, mais no que uma campanha, espera-se que o "Deixa de ser Mané!" se torne um movimento de cultura cidadã e de defesa da cidade.

Oficialmente apresentada em evento na sede da DPZ no dia 7 de dezembro, a campanha tem como figura principal o Mané, um sujeitinho azul com um sorriso sarcástico e um sorvete esparramado na cabeça, prova de que as bobagens que faz se revertem contra ele. O Mané fecha o cruzamento; sai para passear com o cachorro e não limpa o cocô da calçada; dirige pela contramão para ganhar tempo; joga guimba de cigarro na calçada; fura fila; atende o celular no cinema; deixa lixo na praia; buzina a toda hora e sem motivo; anda pelo acostamento para fugir do engarrafamento; estaciona o carro sobre calçadas, canteiros, vagas para deficientes e idoso. E o custo dessas ações acaba sendo pago por todos os cariocas, inclusive por ele, o Mané: engarrafamentos intermináveis, porque o trânsito não avança do cruzamento; a prefeitura gastando para varrer até seis vezes por dia uma rua como a Avenida Rio Branco, quando poderia estar investindo aquele dinheiro em projetos que beneficiassem os moradores; pessoas estressadas pelo barulho excessivo da cidade; idosos, mulheres com carrinhos de bebês tendo que se arriscar andando na rua porque as calçadas estão obstruídas.

O planejamento prevê o uso de mobiliário urbano, TV, cartazes, outdoor, busdoor, faixas puxadas por aviões, latinha de cerveja, palito de picolé, entre outros. Até o coco, que chegou a ser apontado como o vilão da sujeira das praias no último verão e sofreu uma ameaça de ser proibido na orla, poderá virar peça para estimular o carioca a não ser Mané. Pela internet, os cariocas que não forem Manés poderão interagir enviando vídeos e fotos dos Manés legítimos. A ideia é de que a campanha esteja a todo vapor já no carnaval, quando terá como alvo um Mané muito comum nos dias de folia: aquele que faz xixi nas ruas.

Fonte: Rio Como Vamos

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