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O portal da comunidade de Guaratiba.

Editorial do Portal e Coluna Fala Cidadão

Atualização semanal - Editorial publicado em 03.05.2010

Os cantões de Guaratiba

É preciso distinguir os cantões de Guaratiba, afinal Guaratiba tem mais cara de município do que de bairro

Texto: Sergio Mello - Editor do Portal Guaratiba.

Cada vez mais eu me convenço que o Rio de Janeiro é uma grande Zona Oeste, aliás, eu já falei sobre isso em outra ocasião, parece que o Sol não nasce nunca no Rio, não tem Zona Sul ou Zona Norte. Volta e meia a Prefeitura arrota que vai fazer investimentos de tantos milhões na Zona Oeste, e vai lá pros lados de Deodoro, Realengo, Bangu, Santa Cruz, resvala em Guaratiba, mas só de raspão, assim como quem quer provar uma situação de igualdade e pinta um meio fio aqui ou ali, roça o mato ou diz que vai fazer isso ou aquilo, mas não faz. Daqui segue retinho para Barra da Tijuca, Recreio e Jacarepaguá, também dizendo que é Zona Oeste, mas ali faz alguma coisa. Enfim nossos administradores dizem que gastaram tantos milhões na Zona Oeste, e fica a impressão que somos muito bem assistidos.

Antes de tudo é preciso clareza nessas declarações, e que sejam dados os nomes aos bois ou aos bairros, para que não fique aqui a falsa idéia que estão investindo em toda Zona Oeste. É preciso que se diga: - gastei tanto em Realengo, tanto em Jacarepaguá, tanto na Barra, tanto em Santa Cruz e nada em Guaratiba. Seria muito mais franco se assim agissem, e parassem com essa demagogia de Zona Oeste. Agora, por exemplo, estão dizendo que vão gastar "ou iam gastar" R$ 172 milhões em calçamento na "Zona Oeste", começaria a obra em Abril. Começou? Vi começar em Santa Cruz... Aqui em Guaratiba eu não vi e ninguém viu... O Túnel começaria em Abril... Começou? Ninguém sabe nada ainda sobre isso, existe um boato que transferiram para junho o início das obras... Vamos ver...

Enfim, é preciso inclusive distinguir os cantões de Guaratiba, com suas especificidades, pois afinal Guaratiba tem mais cara de município do que de bairro, e isso também já foi falado aqui, sem querer repisar no mesmo assunto de emancipação da região.

Temos a Pedra de Guaratiba que desde épocas pré históricas é o local preferido pela população que vê ali, por sua característica de planície e na beira do mar com uma enseada acolhedora, melhores condições de sobrevivência e construção de moradias com menor custo. Assim, tornou-se ao longo do tempo um bairro dormitório, onde o proletariado encontrou guarida. Suas necessidades são específicas de um bairro populoso que necessita de um ordenamento, infra estrutura e equipamentos urbanos compatíveis com a demanda de sua população que cresce a cada dia. São necessárias escolas desde o nível básico ao colegial privilegiando inclusive cursos técnicos que preparem a população jovem para o mercado de trabalho que se avizinha e desperta no seu entorno. Centros esportivos, bibliotecas, atendimento médico emergencial 24 horas, etc...

A Barra de Guaratiba com seu potencial turístico enorme, talvez muito maior do que outros bairros já consolidados como Copacabana, Urca e Botafogo, dorme em estado de coma sem que nossos administradores atentem para essa realidade. Hoje a cidade desfruta de investimentos que foram feitos no passado por nossos ancestrais e prefeitos que deram a devida atenção a esses locais remotos. Imaginem se naquela época em que era "chique" morar no Centro, Flamengo ou Laranjeiras, as autoridades e administradores da cidade não houvessem investido em Copacabana, aquele areal que na época, meus avós e pais achavam árido e distante dos acontecimentos sociais. Meu pai, por exemplo, nem podia ouvir falar em Copacabana, mas as autoridades naquela época já viam ali um grande potencial, e é por isso que hoje essa prefeitura que ai está pode usufruir dos impostos e da vida citadina que ali existe. Atualmente nenhuma fronteira desbravam. A cidade limpa e jovem insiste em crescer para novas terras e novos campos são ocupados à revelia das autoridades que continuam olhando para o outro lado, é muita falta de visão, ou quem sabe estão voltadas para outros interesses.

A Ilha de Guaratiba com sua característica rural e sua vida interiorana foi protegida da favelização devido à dimensão dos terrenos cujos proprietários, geralmente produtores de plantas ornamentais e hortaliças, protegiam sua propriedade da ocupação predatória. Atualmente, aqui e ali alguns herdeiros desprovidos do amor a terra loteiam suas heranças formando condomínios geralmente ocupados pela classe média oriunda de Bairros da Zona Sul e Zona Norte do Rio com intenção de melhorar sua qualidade de vida. Podemos observar na Ilha de Guaratiba um crescente aumento de residências de famílias de classe média, assumindo uma característica bem próxima ao que se vê em Vargem Grande. Entretanto é de fundamental importância a criação de um mercado do produtor rural na região, seja de plantas ornamentais ou produtos hortifrutigranjeiros.

Encerrando essa exposição dos cantões de Guaratiba, podemos mencionar Guaratiba propriamente dita que podemos visualizar como a região mais próxima e de mais fácil acesso a Campo Grande que além de ser região também bastante populosa, assume características industriais e comerciais como a Estrada do Magarça e Mato Alto, chegando lá perto do Largo do Correia/Michellin.

Agora transcrevemos algo que ouvimos de produtores da região: -"Os mercados e centros comerciais nos quais se pretendem oferecer produtos, artesanato e serviços devem ser construídos em terrenos na margem da Avenida das Américas por onde trafegam milhares de veículos". Imaginem se o Mercado de Peixes de Pedra de Guaratiba tivesse sido construído no trevo das Américas, certamente todos sairiam ganhando: o Rio, os comerciantes, a prefeitura, enfim a população que teria acesso muito mais fácil ao pescado.

Fala cidadão(ã)

Atualização semanal - Coluna Fala-cidadão(ã) publicada em 03.05.2010

Pólo Gastronômico de Barra de Guaratiba

Texto: Tânia Alzira Adami Barros Modolo Custodio - Consultora do SEBRAE por email

A cidade de portas abertas, cordial, hospitaleira, democrática, com gente que entra e sai, compra, vende, trabalha, se diverte. A cidade dinâmica, que acontece na rua, que respira e transpira vitalidade.

Este é o espírito que move empresários, comerciantes, artistas, consumidores, cozinheiros, garçons, motoristas, essa gente carioca, de todo o Brasil, que faz o Rio acontecer. O espírito dos Polos do Rio.

Quem faz junto, faz melhor. Esta é a receita do programa que conjuga cooperação empresarial, geração de emprego e renda, desenvolvimento econômico e revitalização da cidade. Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário, Polos do Rio é o encontro virtuoso do poder público com a iniciativa privada, do mercado com o consumidor, da cidade com o cidadão.

Instituído em 2004 para fortalecer o comércio de rua, Polos do Rio ganhou novo impulso na administração Eduardo Paes. Passou a ser monitorado por uma governança compartilhada e altamente partipativa.

Ganhou também uma certificação, um selo criado para para orientar, identificar, estimular e sustentar a qualidade dos empreendimentos de cada um dos 20 polos de negócios reconhecidos pelo programa.

A força econômica das ruas

Formar um polo de negócios, setorial ou plural, é coisa muito séria.

Apesar de criado por decreto municipal, o polo é um termo de compromisso entre parceiros. A governança orienta, anima, apóia. Mas quem faz o polo nascer e acontecer é o grupo que dele participa, que toma a iniciativa de se associar.

O polo nasce da vontade de um conjunto de empresas de uma determinada região da cidade. É um recorte geográfico. E é preciso um mínimo de 12 participantes para formar um polo. Um grupo que passa a participar de palestras e seminários, que aprende a pensar seu negócio no plural e que articula seu sucesso empresarial ao sucesso da rede de serviços públicos da cidade ? iluminação pública, coleta de lixo, estacionamento regular, segurança.

O resultado desta equação é mais conforto urbano para todos. Sob a chancela de uma parceria público-privada, empresários celebram sua parceria em torno de um Plano de Ação, baseado no associativismo.

Tornam-se agentes de um desenvolvimento sustentado por práticas saudáveis de gestão e cidadania, como a coleta seletiva de lixo, a organização de feiras, a criação de centrais de compras e a adoção de padrões de acessibilidade em seus estabelecimentos. Ser um Polo do Rio é pensar coletivamente. É pensar a cidade.

Polo Gastronômico de Barra de Guaratiba

Ao longo de toda a Estrada da Barra de Guaratiba, os restaurantes especializados em frutos do mar, ao alcance de todos os bolsos, são um dos roteiros turísticos mais procurados da cidade. Além da deslumbrante Restinga da Marambaia, vale conferir as ofertas do Polo de Plantas Ornamentais da Grota Funda.