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Editorial do Portal Guaratiba

Atualização semanal - Editorial publicado em 15.01.2010 às 23:00 hs

Clientelismo, mandonismo, coronelismo, chaguismo, as várias faces da mesma moeda de troca de votos que prejudica nossa democracia.

Miécimo da Silva ajudou muito Chagas Freitas na política da sua época, e é lembrado ainda hoje como o "Vereador da bica d'água", pois, além de outras iniciativas, tinha como princípio, colocar em quase todos os bairros, bicas d' água devido à falta de fornecimento da companhia de águas da Guanabara (CEDAG) do Distrito Federal.

Como monólitos políticos que nos fazem lembrar a velha política das bicas d´água existentes na região de Campo Grande e Guaratiba, as famosas bicas em Guaratiba ainda resistem à ação do tempo e da depredação dos moradores que desconhecem sua origem e importância histórica. Na Estrada da Barra de Guaratiba, próximo ao Restaurante Patuscada e na Estrada da Ilha próximo à AGT (ao lado do portão), resistem incólumes como monumentos aos péssimos hábitos eleitorais da região.

Definimos, primeiramente, clientelismo, como um instrumento utilizado pelas classes dominantes para permanecer no poder, fazendo conciliações entre interesses privados e interesses de Estado, transformando a coisa pública como propriedade de um grupo ou "dinastia" política, em que o favorecimento pessoal, regado a votos de uma comunidade, era privilegiado em detrimento das necessidades de toda uma região.

Num texto de Victor Nunes Leal (Coronelismo, enxada e voto - Nova Fronteira 1997), o sistema coronelista, em seu modelo clássico, acontece com o coronel exercendo seu poder no meio rural e seus doutores advogados e médicos, fazendo a interlocução com o centro urbano, garantindo assim sua clientela e os negócios com os fornecedores, pois estes detinham conhecimentos que o coronel muitas vezes não podia obter. O doutor, principalmente o médico, intervinha no núcleo familiar tornando evidente seu poder perante os patrões e a família, impingindo regras de comportamento e disciplina.

Bica na Estrada da Barra como suporte de lixo

O coronelismo é então, um sistema político, baseado em barganha, entre o governo e os coronéis. O mandonismo já não é um sistema, é apenas um estilo de poder exercido por um indivíduo em uma dada localidade; pode ser o chefe, presidente da Associação de Moradores, líder local ou o coronel.

Com esses ingredientes políticos surgiu, em nossa região, nos primórdios da Primeira República, uma força política chamada "Grupo Triângulo", assim chamado pelos seus inimigos políticos que viam nesse grupo, de lideranças locais da área de Campo Grande, Santa Cruz e Guaratiba, uma misteriosa força que arregimentava milhares de votos, decidindo dessa forma, eleições importantes.

Segundo dados de Américo Freire, em seu livro "Uma capital para a Republica", Augusto Vasconcelos, de Campo Grande e Raul Barroso, de Guaratiba, seriam os representantes da zona rural do terceiro distrito na Câmara dos Deputados. A forte coesão dos grupos atuantes já denunciava as fraudes eleitorais promovidas pelo grupo que tinha como seu líder o "Dr. Rapadura", codnome dado por José do Patrocínio ao líder Augusto Vasconcelos. Felipe Cardoso Pires, outro integrante do Triângulo, foi diretor do Matadouro de Santa Cruz, cargo que lhe dava visibilidade, pois era ele quem controlava o fornecimento de carne para toda a capital, assinando contratos com firmas de entregas, sem quaisquer licitações, em prol do bom relacionamento com as firmas e pela manutenção do poderio do Grupo Triângulo. De fato, o grupo foi de suma importância como núcleo estratégico das artimanhas do poder estabelecido nos sete primeiros anos da República.

Chagas Freitas

Antonio de Pádua Chagas Freitas, ex governador do antigo estado da Guanabara, proprietário do jornal "O DIA", por sua representatividade política, se apropriava dos mecanismos das instituições e as faziam praticar uma política na qual o voto deixava de ser um direito do cidadão livremente exercido, e se transformava em moeda de troca. Era o que se chamava clientelismo chaguista.

“Política das bicas d’água”, virou sinônimo de clientelismo, devido profusão de ocorrências voltada ao abastecimento nas regiões. Onde não havia políticas públicas responsáveis pelas demandas da população, vereadores e deputados trocavam o precioso liquido por votos, colocando bicas d’água nas praças. Festas eram realizadas, onde havia muita exaltação e discursos emocionados.

Miécimo da Silva ajudou muito Chagas Freitas na política da sua época, e é lembrado ainda hoje como o "Vereador da bica d'água", pois, além de outras iniciativas, tinha como princípio, colocar em quase todos os bairros, bicas d' água devido à falta de fornecimento da companhia de águas da Guanabara (CEDAG) do Distrito Federal.

Talvez sejam dessa época os "monólitos das bicas d´água de Guaratiba".

Para quem quiser conhecer mais sobre este assunto linkamos abaixo o excelente trabalho de pesquisa de Nelson Ricardo Mendes Lopes.

Fonte principal: "Coronelismo e Chaguismo na Zona oeste do Rio de Janeiro" de Nelson Ricardo Mendes Lopes, Mestre em Políticas Públicas e Formação Humana pela UFRJ.

Fala cidadão(ã)

Atualização semanal - Coluna Fala-cidadão(ã) publicada em 15.01.2010 às 23:00 hs

O Descaso da Prefeitura com Barra de Guaratiba.

Leitora Janny Souza

Choque de ordem é somente para as praias de bacanas. Nossa Barra de Guaratiba está se deteriorando, dou como exemplo o último final de semana!

Os finais de semana ficam uma bagunça só, o policiamento deveria agir com mais rigor e impedir os estacionamentos irregulares que atrapalham as manobras dos ônibus no ponto final, quando digo ponto final é o ponto lá da Praia, mas não! Eles resolvem impedir a subida dos ônibus alegando que não podem fazer manobra, deixando os moradores daquela área a pé. Precisam ter consciência, pois muitos moradores precisam de transporte mesmo nesses dias.

Que proíbam o estacionamento de banhistas no trajeto do ponto final dos ônibus, pois as concessões para estas linhas dizem que o itinerário é até aquele ponto na praia e não em frente à Padaria do Arlindo!

Solicitamos ao Sr. Eduardo Paes que cuide da praia de Barra de Guaratiba também. Os valões, os vendedores irregulares, os estacionamentos irregulares, as barracas com suas mesas e cadeiras, os jogadores de peladas, os Jet-skis, a iluminação do poste perto da Peixaria do Zero, que esta sempre apagada, e outras irregularidades estão prejudicando esta Praia que já foi linda e segura.

Pago imposto sim, e não abro mão de reclamar..

Leitor Antonio Carlos Sampaio

Discordando do comentário realizado com relação ao pagamento de impostos em Guaratiba. Ficam aqui algumas perguntas:

- Pagar imposto para termos ruas esburacas, não termos rede de esgoto, em locais onde temos iluminação pública as mesmas não iluminam quase nada, não termos paralelepípedo para separar a rua da calçada e se procurarmos encontraremos mais motivos para que a Prefeitura e o Governo do Estado se sintam envergonhados de cobrar imposto em nossa região.

Na verdade, amigos, pagamos impostos de várias maneiras: ao acendermos uma lâmpada em nossa casa, ao utilizarmos nosso carro, ao fazermos compras no mercado do bairro, ao utilizarmos uma condução e aqueles que são isentos de IPTU meus parabéns, porque eu não sou.

O amigo que fez o comentário sobre imposto deve estar mal informado.

O que precisamos é exigir daqueles que são eleitos e bem pagos para gerir o dinheiro público, melhor aplicação desses recursos, priorizando as regiões mais necessitadas de infra-estrutura, fiscalizando as concessões que o Estado dá a grupo de empresas para prestação de serviço a população.

Além de pagadores de impostos o nosso papel numa democracia é cobrar a aplicação dos mesmos em prol da sociedade, para garantirmos direitos iguais e amenizarmos o caos social.

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