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Editorial do Portal e Coluna Fala Cidadão

Atualização semanal - Editorial publicado em 26.03.2010

Emenda Ibsem: Essa pendenga do petróleo mexeu com o Rio de Janeiro e com a população do Rio

Independente da divisão dos royalties ser constitucional ou não, trouxe à baila dois temas que achamos de grande interesse

Texto: Sergio Mello - Editor do Portal Guaratiba. imagem: Web

Essa pendenga do petróleo, independente da divisão dos royalties ser constitucional ou não, trouxe à baila dois temas que achamos de grande interesse. Um deles é o montante de dinheiro que o estado e os municípios do Rio recebem, e o segundo, a crise federativa a que deu margem essa punga no Rio de Janeiro.

Fica-se pasmo ao ver quanta grana rola nos bastidores, e por entre as contas municipais vão escorrendo milhões de reais, gastos não se sabe bem em que. Por exemplo, Búzios recebe um valor que bem administrado poderia transformar a pequena cidade em uma cidade sem problemas, com saneamento e água a vontade, sem as limitações que são encontradas no verão.

São quase 50 milhões que correm pelas veias da burocracia municipal, quase tanto quanto a arrecadação. Lá na região norte do estado estão também 340 milhões para Macaé (quase o dobro da arrecadação), se bem que ali o dinheiro aparece em escolas, postos de saúde e uma infraestrutura que de outra forma a cidade não teria condições de apresentar, segundo os moradores.

Mas vamos debulhando as cifras e ficamos imaginando porque a campanha eleitoral em Campos dos Goytacazes de Garotinho é tão acirrada, afinal são 880 milhões que entram anualmente da receita da produção do petróleo, além da fabulosa arrecadação do município. Nossa vizinha Seropédica, apesar de estar distante da área de extração recebe quase 3 milhões por ano, enfim o Estado como um todo perderia 4,5 bilhões de reais ao ano, e é por isso que Cabral chorou, mas daí a dizer que as Olimpíadas ou a Copa da Mundo ficaram inviáveis, vai uma grande distância, até porque essa grana pelo nosso sentimento de cidadão comum parece até que nem existe. Outro ponto sensível na questão é que o Estado não pode ficar refém do petróleo. Existe uma economia ativa que em tese deveria dar para manter a estrutura administrativa e operacional do Estado e das Prefeituras. Se não existe equilíbrio temos aí incompetência administrativa.

É claro que esta emenda que os deputados votaram será revista e não passará pelo Senado sem a necessária dose de bom senso de nossos senadores. Pesquisa feita pelo “Congresso em Foco” com 51 senadores mostra que a maioria é contrária a emenda ou favoráveis a uma 3a via. Na verdade os deputados legislaram em causa própria, e a coisa toda está parecendo aquela história em que se coloca o bode na casa do sujeito para que ao ser retirado o bode, o dono da casa não reclame das galinhas que anteriormente o incomodavam. Que o Rio vai perder não há dúvida, mas ao que tudo indica essa perda será menor do que agora foi proposto, e certamente as conversas devem se prolongar para depois das eleições.

O segundo tema que nos chamou a atenção foi uma novidade que até Miriam Leitão muito sensatamente comentou em sua coluna, a “crise federativa” aberta com a questão, ou seja a indignação foi tamanha que acirrou um sentimento de revolta do Rio frente aos demais estados da federação que lhe impunham essa tunga. Foram passeatas, discursos inflamados e o que faltou nessa história toda , concordamos com a retórica da apresentadora, foi a liderança do Presidente Lula para aplainar o caminho de uma negociação mais justa, até porque desde 1988 o Rio de Janeiro vem sendo penalizado por outra mudança de rumos casuística com relação ao petróleo, ou seja o ICMS sempre foi cobrado e é cobrado no estado produtor, somente com relação ao petróleo é pago ICMS no estado consumidor, e aí São Paulo levou uma grande vantagem na história.

Mudando de assunto. Para explicar onde queremos chegar, precisamos reconhecer que a Prefeitura está realmente empenhada em reverter a situação de abandono na qual a região se encontrava. Estão previstas inúmeras obras em Guaratiba, tais como Vila Olímpica, Lona Cultural, urbanização nos bairros mais carentes, além da construção de nossa Administração Regional que deverá abrigar 20 autarquias e órgãos públicos para servir à população, sem falar na Trans-oeste e no Túnel da Grota Funda. Ainda bem que a coisa começou a andar e nós podemos abandonar a ideia de emancipação da região, pelo menos por enquanto.

Enfim, voltando ao assunto dos royalties, quando lá nos idos de 2008, escrevemos sobre uma possível emancipação de Guaratiba, muitos achavam loucura ou insensatez, porque, diziam, não teríamos receita suficiente para manutenção dos serviços básicos do município . Acontece que já de saída receberíamos também essa “graninha” do petróleo para reforçar o caixa de Guaratiba, e se muitos acham que nossa economia é incipiente, saibam que por aqui já se instalaram fábricas e grandes redes comerciais que certamente viabilizariam nossa proposta. Ser bairro do Rio de Janeiro com IDH (índice de Desenvolvimento Humano) de 0,744 não é vantagem nenhuma, nosso IDH só é melhor que o da Rocinha e do Jacarezinho com 0,732. É como se morássemos no quintal do Copacabana Palace. Se abandonarem Guaratiba novamente é claro que voltaremos ao assunto.

Lista de IDH dos bairros do município do Rio de Janeiro

Fala cidadão(ã)

Atualização semanal - Coluna Fala-cidadão(ã) publicada em 26.03.2010

Secretaria Municipal de Transportes cumpre uma de suas principais finalidades

Texto encaminhado por Ronaldo Inácio
Charge: Web

Acabei de ler no Portal a matéria sobre a avaliação das empresas Jabour e Pégaso e notei o comentário que \"talvez os usuários estejam reclamando com o vizinho\". Oque acontece é que as pessoas perderam definitivamente a fé nos órgãos que deveriam servir ao usuário. Não há exemplo maior do que minha própria pessoa, que tem o hábito de reclamar de tudo, principalmente do serviço de ônibus municipal.

Até cerca de dois anos passados quando se reclamava através do Site da Rio Ônibus, recebíamos um telefonema ou e-mail, indicando resposta (mesmo que evasiva na maioria das vezes) em relação do que se questionou. Agora, a primeira dificuldade é o telefone do SMTU (indicado dentro dos ônibus) que simplesmente não atende. Quando você liga às empresas, percebe um corporativismo e do modo mal educado pelo qual você é atendido, tem plena convicção que a reclamação efetuada não vai ser sequer avaliada.

Uma das poucas empresas onde havia um serviço de reclamações (SAC) organizado era a Redentor que atua em Jacarepaguá. Até esse serviço piorou bastante e agora só conseguimos acessar a Redentor com certa facilidade através do e-mail direto da Rio Ônibus e na maioria das vezes o e-mail retorna sem ser recebido. Infelizmente há um pouco de razão no tocante a \"reclamação com o vizinho\" pois parte dos usuários é adepto dessa prática e talvez se assim não o fosse o SMTU e a Prefeitura do Rio já teria \"acordado desse sono improdutivo\" há muitas décadas.

Não sabemos até que ponto é válido ou não essa súbita \"alegria\" da Prefeitura em informar que avaliará empresas de ônibus de três em três meses. O que se espera é que a renovação trimestral desse ranking sirva para a melhoria progressiva do serviço e que este não se limite a fiscalização de pneus, bancos, faróis, vidros fissurados e que se estenda ao funcionamento das linhas de ônibus, reorganização de itinerários, horários e que sirva para coibir a situação escandalosa da linha Mauá-Marambaia com ônibus de duas em duas horas e da linha Castelo – Pedra de Guaratiba onde só existem carros com ar condicionado, cuja passagem custa R$4,70.

Com relação ao ranking da prefeitura das empresas que prestam mal serviço no transporte de ônibus, gostaria primeiramente de parabenizar o profissional que teve a excelente ideia de fazer a Secretaria Municipal de Transportes, depois de várias décadas, cumprir uma de suas principais finalidades. Não tenho como avaliar os serviços de outras linhas da empresa Expresso Pégaso incluída nesta lista mas em contrapartida, pela primeira vez venho reconhecer de modo positivo o esforço que a engenharia da empresa tem empreendido em prol da população de Guaratiba ou pelo menos de parte dela.

A manutenção física das linhas mediante a concorrência (momentaneamente necessária) de vans e kombis vem sendo um duro golpe no ganho final desta prestação de serviço que não progrediu porque ninguém exigiu. As últimas modificações operacionais resultaram na implantação de algumas linhas que cobrem alguns trechos e outras tiveram itinerário ou parte destes alterados e essa atitude beneficiou a milhares de usuários de Santa Cruz e Pedra de Guaratiba embora o serviço em Barra de Guaratiba ainda fique a desejar.

Foi positiva a divisão da linha 882 em quatro trechos. Agora existe linha direta da Barra - Sta.Cruz com uso de toda extensão da Av. das Américas, sem passar por Pedra de Guaratiba. O furor de alegria dos passageiros é traduzido numa diferença de quase 20 minutos a menos no tempo total de viagem de ponto a ponto.

Enquanto isso, os moradores de Pedra de Guaratiba, principalmente os do sub-bairro Pingo D´Água (o mais populoso da região) ficam felizes ao conseguir agora não só entrar no ônibus (o que não conseguiam durante o rush matutino) como também sentar. O trecho Sta. Cruz - Piraquê é coberto por micro-ônibus da mesma empresa com intervalos bastante regulares atendendo satisfatoriamente aos usuários. A única desvantagem dessa operacionalidade é que as linhas possuem todas o mesmo número de bandeira (882) e isso vem confundindo as pessoas de idade e outras que provém de localidades externas rumo por exemplo à Pedra de Guaratiba. Os carros mais antigos sem painel eletrônico, vem com a denominação Pingo D´Água (ao invés de Pedra de Guaratiba). A linha da Barra para Sepetiba (também 882) foi inteligentemente mantida e também passa em Pedra de Guaratiba e só não trabalha melhor devido ao grande intervalo entre os carros gerando descontentamento nos moradores da Praia da Brisa e Sepetiba.

A grande lástima é que nesse pacote ainda não foi resolvido o \"angu\" lamentavelmente digerido pelos moradores de Barra de Guaratiba cuja linha para o centro funciona com intervalos de duas em duas horas e os da Praia da Brisa, cuja linha 888 (operada por outra empresa - sediada em Nova Iguaçu) foi extinta pela segunda vez. Naquela localidade, além dos moradores, os grandes prejudicados são os empresários e comerciantes notadamente de Bares e Restaurantes estabelecidos. Estes tentam sobreviver semanalmente com o movimento reduzido notadamente na Av. Nélson Moura Brasil do Amaral (a litorânea da Praia da Brisa) onde há excelentes estabelecimentos, alguns até com instalações para amigos especiais e de culinária consagrada. Estes, tristemente só podem ser acessados por quem possui transporte próprio. É uma pena.

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