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Editorial do Portal e Coluna Fala Cidadão

Atualização quinzenal - Editorial publicado em 30.08.2010

Desenvolvimento sustentável para a região

O que se espera da Secretaria de Meio Ambiente do Rio de Janeiro é um programa de manutenção de qualidade do ar e das águas da Baía de Sepetiba

Texto: Sergio Mello - Editor do Portal Guaratiba.

Como cidadão não só posso como devo ter uma opinião formada quanto ao candidato que devo escolher para Presidente nas próximas eleições. Um dos candidatos, ou melhor, uma das candidatas, nunca convidaria para tomar um cafezinho, bater um papo ou entrar em minha casa, quanto mais para lhe depositar a confiança de meu voto para administrar meu país. Não gosto de sua postura, seu olhar e de sua história, suas intenções podem ser as melhores possíveis, mas ficaria até o fim de seu mandato inseguro com relação aos meus direitos constitucionais. Tampouco vou usar meu voto com o chamado voto útil, sob alegação de que a professora Marina Silva não teria chance e o voto deveria ficar para o candidato mais provável para disputar o segundo turno. O que mais me atrai na candidata do PV (Partido Verde) é sua bandeira "Desenvolvimento Sustentável". Segundo o Jornal Inglês The Guardian, Marina é uma das 50 personalidades que podem salvar o planeta, e não me importa que tenha chance ou não, meu voto é minha consciência.

Mas porque estamos nesse momento confessando nossa preferência nas eleições presidenciais? Porque num momento em que o Brasil cresce a custa de desastres ambientais, Marina Silva tenta convencer os brasileiros que para crescer e se desenvolver o país não precisa destruir o meio ambiente. Neste aspecto podemos pontuar os recentes acontecimentos em nossa região envolvendo a recém inaugurada siderúrgica CSA em Santa Cruz.

Não importam os detalhes técnicos, se foi erro de projeto ou início de operação, ou se havia um descompasso entre o ferro-gusa produzido pelo alto forno e a máquina de lingotamento, o fato é que ao redor da siderúrgica o ar começou a ficar contaminado com uma espécie de purpurina, ou limalha, juntamente com uma fumaça tóxica. Este tipo de poluição a médio e longo prazo provocam doenças como a Siderose e a Pneumoniose. Aí veio a Secretaria de Meio Ambiente e multou a companhia em 1,8 milhões de reais, quantia ínfima para o tamanho do estrago e da companhia.

Aqueles cariocas que acham que não serão atingidos pela poluição produzida por esse parque industrial recém criado estão enganados, pois estudos mostram que basta um vento de 16 km por hora para que essa poluição viaje 1600 km em cinco dias. E mais, quanto mais a poluição permanece na atmosfera, mais a sua composição química se altera, transformando-se num complicado coquetel de poluentes que prejudica o meio ambiente. Enfim, todo o Rio de Janeiro incluindo Guaratiba estarão sob influência dessa massa de ar contaminado. Na seqüência, os bairros do Recreio, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Gávea e São Conrado serão os próximos bairros da elite do Rio atingidos, sem falar no outro lado pobre que margeia a Avenida Brasil.

Estamos vendo repetir aqui a história de Cubatão em São Paulo. Para instalar o pólo industrial de Cubatão nos anos 50 os manguezais da região foram cortados, drenados e aterrados, uma grande siderúrgica e um parque industrial petroquímico instalaram-se ali causando grande impacto ambiental. Em 1974 a poluição do ar em Cubatão era altíssima, o número de doenças respiratórias e de crianças que nasciam com defeitos congênitos, inclusive anencefalia começou a chamar a atenção dos governantes e da imprensa que passou a se referir a Cubatão como o "Vale da Morte". O governo, então, providenciou um sério plano de recuperação do meio ambiente, submetendo as indústrias a um rígido controle das fontes poluidoras. Os resultados apareceram rapidamente, em menos de 10 anos, hoje os índices de fontes poluidoras foram drasticamente reduzidos.

O que se espera da Secretaria de Meio Ambiente do Rio de Janeiro é que os programas de manutenção de qualidade do ar e das águas da Baía de Sepetiba não fiquem a cargo da própria siderúrgica ou que os técnicos das secretarias responsáveis venham monitorar a qualidade do ar e da água somente quando chamados pelos moradores ou quando o estrago já foi feito. O ideal seria que não houvessem construído aqui essa siderúrgica e sim na Alemanha, mas já que fizeram a besteira, pelo menos que acompanhem com rigor as metas ambientais propostas, como bem tem demonstrado essa possibilidade a recuperação da cidade de Cubatão em São Paulo.

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Fala cidadão(ã)

Atualização quinzenal - Coluna Fala-cidadão(ã) publicada em 30.08.2010

Eles estão de volta

Texto enviado por email - Paulo Bittencourth - Morador da Estrada do Aterrado

Eles estão voltando mais uma vez para pedir nossos votos, e peço a atenção dos moradores da região de Guaratiba para dizer não e não darem os seus votos a essa cambada de falsários que nos subestimam, e não nos respeitam. A prefeitura por sua vez vem aqui na rua que moro (Estrada do Aterrado do Rio) passa uma máquina que só faz buraco, e isso há quarenta anos. Eu falo em nome dos que moram nesta rua que viram seus filhos crescerem e agora estão vendo seus netos afundarem na lama. É lamentável ver a cara dessa gente (políticos) gastando fortunas com fotos, montagens e outros tipos de anúncios para mostrar o seu sorriso frio e enganador.

Jardim Guaratiba - abandono total

Texto enviado por email - Suely Jacintho - Moradora do Jardim Guaratiba

Ainda bem que temos um portal igual a este para expor o que sentimos na pele, pois estas ouvidorias são "papo furado" ninguém nos escuta. Jardim Guaratiba (invadido ou não), pois se invadiram é porque alguém os levou ali (mas isso é outro assunto); o fato é que ali habitam mais de 30.000 moradores entregues a própria sorte. Saneamento nem pensar; luzes na rua também não, apesar de existirem postes (ainda que de madeira) e transformadores. Nós é que iluminamos nossos caminhos. Hoje eu acho que é o pior bairro dentro de Pedra de Guaratiba. Nesse período de eleição, nem os políticos vêm aqui, pois sabem o que vão ver. Façam um alerta! Quem sabe escutam vocês. A coisa é muito pior do que se possa imaginar. Muitos idosos e muitas crianças lançados a própria sorte.

NOTA DO EDITOR: O clamor não deve ser nosso. O clamor deve ser de cada cidadão (â) que como você indignada tem a coragem de reclamar. Aí está no ar sua revolta para 10 mil leitores do portal.