Notícias de Guaratiba

Afinal,o que será que os homens querem?

Publicado em 03.03.2011

Texto de Margot Carvalho - Professora, Artista plástica, Escritora e Poetisa

A mulher de hoje vai à luta, ajuda nas despesas, dá mais conforto aos filhos, não depende financeiramente do marido e para que isso aconteça, desbrava ferozmente cada milímetro de seu espaço dentro da sociedade.

E bem verdade que há muitos, muitos, que se apóiam nos salários delas e nem querem saber de trabalho. Quarenta por cento das mulheres brasileiras sustentam suas famílias.

A tecnologia vem ajudando muito. Aparelhos eletrodomésticos facilitam suas atividades domésticas: segunda jornada de trabalho.

Enquanto fazem comida, lavam, escolhem tecidos que não amarrotam, assistem televisão, põem a mesa para o jantar, têm tempo de tomar um banho, perfumado. Sem falar da academia, indispensável para a mulher moderna, sempre com o corpinho em forma.

E muitos ainda reclamam! Fala sério, haja paciência!

O que será que os homens querem? Fica no ar a indagação!

Mulheres bem sucedidas, assustam os homens. A independência financeira, a conquista dentro do mercado de trabalho, provando por A + B sua igualdade.

Como produto: a mulher, " forte", supera obstáculos até então reservados aos homens pela força física, inerente a eles. Mas quem disse apresentar obstáculo para elas? Com determinação, avançam cada vez mais, ocupando cargos de comando e poder.

Temos a primeira presidenta do Brasil que nomeou nove ministras e esperamos que com dignidade, não acoberte a podridão política.

Vejam o absurdo!

Na cadeira da oftalmologia a Drª atendia ao paciente. O telefone toca. Para com tudo e vai procurar o cel. , porque mulher acha tudo na bolsa, menos o Cel.

- Alô querida, a voz fala do outro lado!

- Benzinho, liga mais tarde, agora estou ocupada!

- Mas amor é só um instantinho! Onde está minha camisa listrada?

- Qual delas a azul ou a preta?

- A azul.

_ Está no armário ao lado da janela.

Pede desculpas ao paciente e continua seu trabalho quando o cel. toca de novo. Desta vez é o filho.

- Mãe, a senhora não deixou comida pronta? Estou morto de fome!

- Deixei sim meu bem. A lasanha está no refrigerador e a salada na geladeira.

- Mãe, não tem outra coisa? Não aguento mais lasanha!

- Mas filhinho é mais prático para mim, você sabe que eu não tenho tempo. Faz um sanduíche! Quando eu chegar preparo outra coisa. E sua irmã já chegou? E BlA, BlA, BlA...

Assim a Drª atendia ao paciente, impaciente que achava absurda aquela situação.

- Desculpe-me, mas eles pensam que eu posso fazer tudo ao mesmo tempo!

- Vamos lá, eu parei onde mesmo? Ah, sei lá vamos recomeçar!

E o telefone não parava de tocar.

Até que, furioso, o paciente reclama: - Drª, assim não dá! Estou farto de esperar! Lá fora tem gente e a senhora só atende o cel.! Nunca mais volto aqui.

- Tem graça, seu marido telefona para saber da camisa listrada, seu filho tá com fome e eu o que tenho a ver com sua vida particular? Separa as coisas, aqui a senhora é médica, em casa é doméstica!

- A Drª escolhe: - ou atende aos seus pacientes, ou aos bebezinhos que têm em casa. Isto é um absurdo! Fala sério! Desliga este cel. Ou então vá para casa!

- Mas eles precisam tanto de mim!

- Isso é o que a senhora pensa! Também gostaria de ter uma empregadinha assim, a-do-ra-ri-a! Eles fazem alguma coisa para a senhora?

A Drª tentava explicar enquanto o paciente descia da cadeira, deixando-a falando sozinha.

Isso pode?

Afinal, o que será que os homens querem?

Conheça o Blog da Escritora

Compartilhe essa notícia