Notícias de Guaratiba

Díário Oficial do Município publica despesa de urbanização em Pedra de Guaratiba que não foi realizada

Publicado em 03.04.2011

Em 21 de fevereiro de 2011 o Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro publicou que: "Os acessos à Vila Olímpica de Guaratiba, localizada na Rua Bidu Sayão, já foram urbanizados pela SMO. Foram implantados 10.703 metros quadrados de pavimentação, 1500 metros de rede de drenagem, 1350 metros de redes de esgoto sanitário e 7.600 metros quadrados de calçadas. As melhorias beneficiaram também a Avenida Luiz Carlos da Silva Rocha, a Estrada da Matriz e a Estrada da Capoeira Grande. O investimento nesta fase somou R$ 6,5 milhões", confira o texto acima publicado no próprio Diário Oficial.

O Portal Guaratiba alertado pelo CEPAG - Centro de Estudos Pesquisas e Ações de Guaratiba foi aos locais apontados verificar as condições em que se encontram esses acessos e constatamos que as obras realizadas não coincidem com o que foi publicado no Diário Oficial. As ruas de acesso à futura Vila Olímpica receberam apenas uma terraplanagem e uma raspa de alfalto que permite o tráfego onde antes não se podia passar, mas isso não lembra nem de longe uma obra de urbanização com calçadas e meios fios como deixa entrever a publicação.

A Rua Bidu Sayão recebeu uma raspa de asfalto, a drenagem e obras de esgotamento sanitário citadas no trecho em destaque, não passam de um desvio do manilhamento superficial com despejo de esgoto "in natura" que passam pela Avenida Luiz Carlos da Silva Rocha e a Estrada da Capoeira Grande também não foi urbanizada.

O CEPAG, atento a essas questões e buscando transparência nos atos da Secretaria Municipal de Obras, após várias tentativas fracassadas de contactar a prefeitura do Rio para obter esclarecimentos junto aos órgãos municipais, decidiu entrar com uma representação ao procurador geral de justiça do Estado do Rio de Janeiro para conseguir as respostas e em paralelo vem contactando vereadores que possam investigar a denúncia. -"Esperamos sinceramente que seja apenas um erro de redação no texto publicado, caso contrário seria um escândalo que precisa ser investigado", declara Alexandre Pantaleão Diretor de Assuntos Institucionais do CEPAG.

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