Notícias de Guaratiba

Alteração do número das linhas de ônibus confunde usuários

Publicado em 03.04.2011

Texto: Ronaldo de Andrade Inácio - Imagens: Internet

A alteração do número das linhas dos ônibus municipais pela Secretaria Municipal de Transportes continua confundindo os usuários. Já transcorreram mais de 30 dias desde sua implantação e até hoje não foi efetuada a divulgação oficial de uma lista com a numeração antiga e a numeração nova das linhas. Em nenhum lugar encontra-se esta lista. Buscamos na Internet, na Secretaria Municipal de Transportes, Riocard e Rioônibus e não a encontramos. Inclusive em alguns locais oficiais que divulgam informações sobre transportes coletivos encontramos alguns números de linhas que não existem mais e nesses informativos o preço da passagem continuava custando R$2,20.

Em nossa busca por informações, na terça-feira (29/03) entramos no CHAT do site da empresa Expresso Pégaso S.A., a qual teve pelo menos quatro ou cinco linhas com numeração trocada. A educada atendente informou-nos que não sabia nada sobre o assunto, pois não havia informação em seu sistema e indagou à reportagem qualis eram as linhas que tiveram números trocados, invertendo assim a consulta que efetuávamos. A falta de informação vem dificultando não só aos usuários habituais, mas principalmente aos usuários ocasionais, principalmente aos idosos e aqueles com menos informação. No eixo Barra da Tijuca - Guaratiba - Campo Grande e Santa Cruz, várias linhas tiveram o número trocado e as empresas que formam o consórcio "Transoeste", não comunicaram nada aos passageiros, o que geralmente é feito colando avisos no vidro atrás dos motoristas.

Os passageiros habituais dessas linhas estão se acostumando com a nova numeração, sem, entretanto entender porque há carros circulando com um número de identificação frontal e outro diferente na lateral do veículo. Houve casos em que alguns veículos do Expresso Pégaso passaram pela Praça do Rodo completamente sem identificação frontal ou lateral. O Consórcio que serve a região possui pelo menos quatro linhas que circulam naquela via. Cor diferente nos carros de uma mesma linha também vem dificultando o deslocamento de idosos e dos menos informados. Desconhece-se o prazo que foi dado aos consórcios para a padronização total das frotas, mas por enquanto, pelo menos a metade dos carros em cada linha encontra-se ainda com a pintura de padrão antigo.

A Secretaria Municipal de Transportes vem tentando corrigir e dar melhores condições ao sistema de ônibus de Rio, entretanto é necessário que os técnicos e engenheiros envolvidos nesse projeto resolvam todas as medidas pendentes que possam definitivamente contribuir para que os ônibus do Rio de Janeiro sejam equiparados aos que circulam em grandes cidades. Essa coisa de mudar a pintura e padroniza-la por área ainda é uma pequena providência em relação ao grande universo de medidas que necessitam ser implantadas em nosso sistema. Dentre as medidas mais imediatas podemos destacar algumas:

ALTURA DO PISO DOS ÔNIBUS - padronização da altura nos carros para que o acesso aos mesmos seja facilitado aos idosos, crianças, gestantes e especiais. Hoje circulam carros com pelo menos três alturas diferentes e afirmam os especialistas que o ideal é que pelo menos as linhas da área urbana tenham o piso baixo padronizado. Atualmente os ônibus no Rio de Janeiro são montados em chassis de caminhão, o que faz com que as escadas de acesso sejam altas.

DEFINIÇÃO DO NÚMERO DE PORTAS NOS ÔNIBUS CONVENCIONAIS - há ônibus onde a entrada/saída do cadeirante é efetuada por uma porta central em carros com tres portas. Há carros onde a entrada/saída do cadeirante é efetuada na mesma porta de entrada ou de saída dos passageiros comuns, confundindo assim o acesso no embarque. Há carros com a porta de saída ao meio do veículo e outros com esta porta de saída no final e isso confunde o passageiro.

OPERAÇÃO DO ELEVADOR DE CADEIRANTE - o motorista e o cobrador do ônibus onde esse dispositivo está instalado devem saber usá-lo. Hoje apenas uma pequena parte dos profissionais envolvidos recebe o referido treinamento.

RESPEITO AO ACESSO DE CADEIRANTE E IDOSO - é necessário que leis ou determinações rígidas, facilitem o acesso do cadeirante e idoso aos ônibus da rede municipal. Atualmente alguns motoristas fingem não enxergar o cadeirante ou idoso quando estes sinalizam para o veículo.

DEFINIÇÃO DA POSIÇÃO DO COBRADOR NOS VEÍCULOS - comprovadamente é interessante a cadeira do cobrador do lado direito tendo em vista que ao embarcar muitas vezes o passageiro carrega pequenos volumes, bolsas e usa seu corpo para empurrar a roleta. A maior parte dessas pessoas precisa parar para ativar o dispositivo do Cartão de Passagem.

POSIÇÃO DO COMPUTADOR DO RIOCARD - deveria ser instalado sempre ao lado do cobrador para facilitar sua verificação pelo cobrador e pelo passageiro. Em alguns ônibus, o computador do RIOCARD fica do lado oposto ao cobrador e isso dificulta sua fiscalização e o acesso do passageiro que tem que olhar para trás, em sentido oposto ao cobrador.

UNIFICAÇÃO DE ENTRADA/SAÍDA TAMBÉM NOS ÔNIBUS INTERMUNICIPAIS - nos ônibus intermunicipais o sistema de entrada e saída de passageiros é diferente. Os passageiros embarcam pela porta traseira e desembarcam pela dianteira. Mais um item que causa confusão aos passageiros já que o dispositivo para pagamento de passagens é o mesmo usado no Rio e também há a opção de pagamento em dinheiro quando o usuário não é portador de cartões.

MODELO ÚNICO PADRONIZADO - é difícil estabelecer o posicionamento dos bancos para idosos e especiais (gestantes, deficientes) já que existem diversificadamente nas linhas, veículos com uma porta, com duas portas e mesmo com três portas e várias configurações internas dos bancos. Independente da fábrica ou modelo é necessário que a configuração interna nos veículos seja única. A Secretaria Municipal de Transportes poderia definir junto às fábricas, um modelo único com todas as alterações propostas para facilitar de vez o dia a dia do usuário.

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