Notícias de Guaratiba

Melhoria no serviço de trens traz novas esperanças aos usuários

Publicado em 19.03.2011

Material enviado por email por Ronaldo Andrade Inácio

Fabricados pela empresa coreana Rotem, responsável pela parte mecânica e estrutural, os trens tiveram a parte elétrica desenvolvida pela japonesa Toshiba. Com um investimento de cerca de US$ 100 milhões, cada trem tem capacidade para transportar 1.300 passageiros (228 sentados, em bancos individuais, e 1.072, em pé) e é composto por quatro vagões contíguos, interligados por uma espécie de sanfona, o que permite aos passageiros passar de um vagão ao outro.

Há cerca de dois anos passados uma crise de proporções explosivas estabeleceu-se no serviço de trens no Rio e foi amplamente noticiada pela imprensa. Na ocasião a população usuária rebelou-se com as quebras constantes (composições avariadas), paradas inexplicáveis em meio ao trajeto, atrasos constantes, péssima qualidade e condições das unidades e estações além de outros fatores que culminaram com quebra-quebra em estações, incêndio em vagões e estações e como chegou ao nosso conhecimento, houve até trem que circulou por várias estações sem maquinista.

No auge da crise as autoridades se pronunciaram e exigiram imediatas providências da direção das empresas (digo empresas porque o metrô atravessava crise semelhante). Em meio a polêmicas, discursos e desencontros, ficou acordado que as empresas prestadoras de serviço sobre trilhos da cidade, que tiveram uma multa estabelecida pela má qualidade até então apresentada, receberam a notícia de que a concessão de seus serviços teve o prazo estendido fato que, apesar de explicado ninguém entendeu a fundo. Um dos itens que chegou ao conhecimento público foi de que essas empresas seriam parceiras na aquisição de novas composições a fim de sanar a crise que abrangia o serviço na ocasião.

Conforme nota do Jornal "O Globo" de 26/06/2009, a Secretaria Estadual de Transportes do RJ informou que um consórcio chinês liderado pela empresa China National Machinery Import & Export Corporation havia vencido a licitação para a compra de 30 trens (total de 120 carros) p/o Estado e que as primeiras unidades seriam entregues a partir do FINAL DE 2010*. Segundo a Secretaria o valor apresentado p/fornecimento das unidades (U$ 165 milhões) foi menor do que o previsto pelo Estado (U$ 175,6 milhões). Os novos trens teriam o mesmo nível de qualidade do metrô no que tange a inovações tecnológicas incluindo espaço p/portadores de necessidades especiais, travamento automático de portas, painéis eletrônicos, emissão automática de mensagens pré-gravadas, câmeras de circuito interno, ar condicionado e outros itens que dariam um desempenho excepcional no desempenho do serviço. A licitação foi realizada em fevereiro de 2009 e participaram além do grupo vencedor, outro de mesma nacionalidade, um francês e um coreano.

Na semana passada, divulgou-se na imprensa que o Governo do Rio criou nova comissão para a compra de mais 60 trens (completando assim um pacote de 90 composições), totalizando um investimento de R$1.25 bilhões que o Governo aplicará na empresa. Há expectativa de que essas novas composições comecem a chegar a nossa cidade em 2013 e funcionem para a Copa de 2014. Em junho, começarão a chegar as primeiras 30 unidades encomendadas em 2009* a empresa chinesa anteriormente relacionada. Espera-se que com a reforma prevista de 73 trens antigos que serão convertidos em trens em aço inoxidável c/ar condicionado que serão reincorporados ao serviço juntos a essas novas unidades, o serviço de trens no Rio ao menos no que se refere a boa qualidade das composições, passe a ter um saldo positivo rumo ao futuro que já estamos vivendo e que as autoridades não haviam percebido. Se houver agora um replanejamento melhor dos terminais e estações, melhorando as condições de acesso e evacuação de usuários, conserto das escadas rolantes e divisão por igual desses benefícios a todos os ramais, como por exemplo, o da Baixada Fluminense, o serviço ferroviário em nossa cidade possa ser equiparado aos de excelente nível que funcionam nas mais diversas cidades do planeta

Compartilhe essa matéria