Opinião

Transformações no planeta

Publicado em 23.03.2011

Texto: Margot Carvalho

Num momento histórico para o Brasil, recebo a notícia da guerra decretada a Khadafi através do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em visita para possíveis negociações, onde o Brasil se posiciona de forma soberana, quanto à exportação de seus produtos e outros acertos.

Muita conversa, sorrisos, mas poucas promessas.

Khadafi dá prosseguimento ao massacre contra seu próprio povo. O tirano declara: - não haverá misericórdia.

Mais uma vez o sangue de inocentes derramado!

Querem proteger a população civil! Parece piada! Quando é que numa guerra se protege alguém?

Não havia outra hipótese, visto que Khadafi ignorou a ONU. Aceitou o cessar-fogo, mas não cumpriu a promessa. Será que não haveria nenhum acordo provável com o louco sanguinário? Será que por trás de tudo não há interesses obscuros em relação ao " petróleo"? É bem verdade que se Khadafi fosse banido do planeta, seria uma bênção!

Redes de comunicação foram interditadas, repórteres impedidos de entrarem no país, inclusive três estão desaparecidos. Impossibilitados de cumprirem o dever de informar o que lá acontece, ficam de fora. Assim Khadafi, dá as notícias que lhe interessam, deixando o mundo na expectativa. Enfim o "DITADOR" impera. Armará a população que o "apoia", pois muito satisfeita, vai se sacrificar em seu favor. Está "em alta", diante de seus súditos. Massacre aos pobres coitados!

O regime autoritário se desgasta. A falta de liberdade não é mais aceita, portanto todos esses regimes cairão, é apenas uma questão de tempo. E eu que tinha como objetivo falar sobre o Japão que atravessa um outro tipo de guerra: conseguir que suas usinas nucleares não causem uma catástrofe ainda maior, já que se detecta radiação em alimentos e água. É uma questão crítica de sobrevivência! A energia nuclear é feita de "perdas e danos", ainda não é segura, como se viu no desastre nuclear de Three Mile Island nos EUA em 79 e na explosão do reator de Chernobyl em 86, muitas vítimas fatais e outras que sobrevivem até hoje. A cidade "fantasma" é ponto turístico e os visitantes têm tempo limitado de permanecerem no local, devido à irradiação.

Tenho certeza que o Japão não podia prever o desastre, mesmo porque lá tudo é muito bem estudado, mas quem pode conter a fúria da natureza? Nem os mais poderosos!

Há mais de oito mil mortos até o momento e mais de onze mil desaparecidos, mas o povo japonês é determinado e vai superar, reconstruindo o que se perdeu, mas há de se refletir... Usinas nucleares são muito perigosas, ainda mais num país com tremores constantes!

" É tempo de pensar, refletir, parar...

A tecnologia abre caminhos assustadores

Não somos DEUSES para frear

As consequências desastrosas

Da segurança ilusória da energia nuclear"

Sabemos que há várias alternativas de se conseguir energia, então por que não utilizá-las? O planeta é sustentável, até o coco pode se transformar em energia limpa! Mesmo porque nunca se para de fazer as necessidades fisiológicas, Né? O nº 2 produz energia! Na natureza nada se perde tudo se transforma!

Há um processo onde os resíduos são levados das casas para a estação de tratamento, transformando o nº2 em energia limpa.

Se acontecer esse tipo de desastre no Brasil, valha-me Deus! Vai ser um caos ainda pior que no Japão que prepara a todos para possíveis terremotos, comuns no Japão, mas sequer imaginavam que a força natural, sob efeitos climáticos pudesse provocar tamanho estrago.

Ultimamente as variações climáticas vêm prejudicando o homem, que é o responsável pelas catástrofes que ele próprio construiu. Enchentes devastadoras acontecem em vários lugares, modificando a geografia do planeta.

Novas e velhas gerações! É preciso reformular e desenvolver conceitos, valores de comportamento para a conscientização da preservação do meio ambiente em que vivemos, conduta indispensável de sobrevivência. Com essa atitude proporcionaremos a sustentabilidade do planeta em que vivemos. Enfim há de se ter consciência, visto que sofremos na pele a semente germinada ao longo do tempo.

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