Opinião

Migalhas, quando merecemos muito mais

Publicado em 30.03.2011

Texto: Giovanni Gazzo - Morador da Capoeira Grande em Pedra de Guaratiba

Precisamos não mais nos contentar com mínimo de má qualidade, se nos cabe o máximo e de excelente qualidade. Sem essa de que o ótimo é inimigo do bom!

Basta de aceitar que façam qualquer tipo de obra, que só satisfaçam o ego e os interesses pessoais daquele que faz ou manda fazer. Isso além de não atender satisfatòriamente as verdadeiras necessidades, acaba sendo um grande desperdício de dinheiro publico, aquele mesmo que é cobrado do cidadão sob forma de impostos, mal usado e gasto de forma duvidosa e contestável.

Falo embasado nos fatos concretos, que são as obras feitas por mero interesse políticos eleitoreiros, que têm sido implementadas ao longo dos anos, e, que infelizmente acabam por deixar o lugar feio e com carências piores que antes. O loteamento onde vivemos o Jardim Garrido, Capoeira Grande em Pedra de Guaratiba, que quando de seu lançamento, lá pela década de 50, apesar de ruas sem calçamento, as mesmas ainda assim eram de uma beleza ímpar, com meio-fios, não havia tantos buracos, nem essa aparência cruel de maus tratos e descuido total, mas tudo se iniciou por conta da habitação desenfreada e desordenada, com o aval e iniciativa de inescrupulosos que daqui retiraram caminhões carregados de terra, e até meio-fios, os verdadeiros responsáveis por verdadeiras lagoas, voçorocas, um verdadeiro retrocesso na beleza do lugar. Entretanto, em alguns momentos as forças do bem se mostram, e dessa forma conseguiram um asfaltamento de qualidade que contemplou parte da Rua Dom Viçoso, que não se estendeu até por pura ignorância de grande parte dos moradores da parte de cima da rua, impedindo a conclusão da referida obra. Entretanto com mais de oito anos da referida obra, a Rua Dom Viçoso mostra-se como a melhor de todo o loteamento, sem necessidades de tapa buracos ou remendos ridículos ou outro tipo de reparo, ao contrário das restantes, ainda carecem e muito de freqüentes tapa buracos, remendos tipo colcha de retalhos e outros reparos, que são ineficazes, e, que além da péssima qualidade, deixam a desejar por não haver galerias de escoamento de águas pluviais, nem tão pouco saneamento básico, sem contar que algumas dessas ruas privilegiadas, são utilizados mais matérias, mais maquinários e mais mão de obra para os reparos freqüentes e que de nada adiantam, um privilégio para as mesmas no mínimo duvidoso.

Pior ainda ocorre em ano eleitoral, quando vemos nosso lugar invadido com acenos ilusórios e a história se repete, e passado a euforia, depois de eleitos, aqui ficamos iludidos e enganados. Gente basta de migalhas e obra política eleitoreiras precisou mostrar que não somos os idiotas que pensam que somos. Aqui também tem gente que merece, que sabe o que é bom e principalmente que sabe o que quer.

É preciso que unamos forças, formar um CONSELHO PARTICIPATIVO COMUNITÁRIO, para estudar, discutir, sugerir, acompanhar, fiscalizar e exigir obras que satisfaçam a coletividadee nunca uma minoria de privilegiados.

E não me venham mais com o discurso ultrapassado de que as obras não chegam, por sermos isentos de impostos, isso é balela, história para boi dormir. Esquecem que sabemos existir impostos embutidos na alimentação, higiene, energia, transporte, lazer.

Vamos unir nossas forças, nos organizar para exigir, e não mais sermos enganados.

Basta de Migalhas! Queremos o que nos garante a Constituição Federal, a Lei orgânica Estadual e Municipal quer só o que merecemos de fato e de direito.

Precisamos mostrar que sabemos o que queremos, e consequentemente, não aceitamos de forma alguma o que nos querem oferecer como migalhas.

MOBILIZAÇÃO, é a palavra de ordem!

Só assim vamos chegar realmente onde queremos.

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