Notícias de Guaratiba

CEPAG denuncia construção na Serra da Grota Funda

Publicado em 31.05.2011

O CEPAG - Centro de Estudos, Pesquisas e Ações de Guaratiba, solicitou ao INEA e a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva - Proteção do Meio Ambiente do Ministério Público através dos ofícios números 29/11 e 30/11, providências para a verificação da legalidade das obras que estão sendo realizadas na margem da Avenida das Américas no alto da Serra da Grota Funda, dentro dos limites do Parque Estadual da Pedra Branca.

Segundo os documentos e fotografias do local, encaminhados ao Portal Guaratiba pelo CEPAG, a construção aparenta fragilidade com risco de desabamento. Os ofícios encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente e ao Ministério Público pedem medidas legais caso as intervenções feitas no local sejam irregulares, inclusive com destruição de mata nativa e uso de retroescavadeiras.

A parte desmatada e cercada com arame farpado está localizada na Avenida das Américas na esquina da antiga Estrada da Grota Funda que desce do alto da serra em direção ao largo da Ilha de Guaratiba, em cota e local não permitido.

Consultado por email sobre a referida construção, o Conselheiro do Parque Pedra Branca (INEA), Membro Agenda 21 Municipio AP5, enviou-nos o seguinte texto:

"Esta construção em Guaratiba está a 150m (altitude) dentro do Parque da Pedra Branca e deve ser demolida exemplarmente, para coibir as próximas construções que certamente vão pipocar após a conclusão do Túnel da Grota Funda".

"Isto mostra que o Parque da Pedra Branca só pode ser protegido se toda a população do entorno estiver envolvida e trabalhando pela preservação ambiental e dando valor a natureza e exigindo que este parque cumpra esta função ambiental, social e ecológica".

"Isto também mostra que a condução do Projeto Parque Carbono pelo INEA está equivocada ao concentrar em uma ONG (Bioatlântica) quase toda a verba e somente trabalhando a vertente Realengo".

"O ex-maior parque urbano do mundo possui na verdade menos da metade de sua área original de 6700 ha de florestas, o restante são pastos e áreas degradadas e avanço de comunidades (favelas) para dentro do parque".

"Isto se dá pelo total abandono e não existência de projetos de reflorestamento e de falta de educação ambiental das comunidades do entorno. Idem pela falta de apoio a projetos do Conselho Gestor".

"O Conselho Gestor deve pedir a pulverização da verba do Parque do Carbono em dezenas de pequenos projetos atingindo todos os bairros e preferencialmente onde se podem recuperar muitas áreas, como no caso de Guaratiba".

Ofício encaminhado pelo CEPAG ao Ministério Público

Ofício encaminhado pelo CEPAG ao INEA

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