Notícia

Como e porque a Jabour tirou de circulação a linha 854 Campo Grande - Barra da Tijuca

Publicado em 12.11.2013

Da Redação

Linha 867 Em princípio a justificativa era de que não haveriam mais ônibus cruzando a Grota Funda em direção à Barra da Tijuca, e como todas as grandes cidades do mundo a Prefeitura do Rio iria modernizar o sistema de transporte urbano na Zona Oeste com o BRT - Transoeste criando um corredor central e agregador, oferecendo uma via direta, tal como um metrô de superfície, reduzindo dessa forma o tempo de viagem entre Santa Cruz e Alvorada e concomitantemente reduzindo o fluxo de ônibus naquele corredor.

No papel a coisa funcionaria maravilhosamente bem, entretanto para tal, seria necessário o transporte das ruas vicinais e bairros adjacentes a esse corredor central através de ônibus integradores que iriam receber o número anterior da linha com a letra A. Portanto a antiga linha 854 que ligava Campo Grande à Barra da Tijuca pela Estrada da Cachamorra, Estrada da Matriz e Estrada da Ilha iria se transformar em 854 A e em princípio ficaria no mesmo percurso parando na Estação Ilha de Guaratiba, onde dali, mesmo com prejuízo dos passageiros que teriam de fazer três baldeações seguiriam para a Barra da Tijuca.

Mas claro que a Jabour (leia-se Jacob Barata) não gostou da ideia pois nesse caso teria de dividir os lucros com o consorcio que opera o BRT, então argumentou que na Estrada da Matriz/Estrada da Ilha, não haveriam passageiros que justificassem essa linha, dessa forma interrompendo o roteiro na Estação Mato Alto e sugerindo uma aberração em termos de integração com uma linha chamada 854 AA, entre a Ilha de Guaratiba e a Estação Mato Alto. Esse AA, deveria ser substituído por Ah! Ah! Pois, ninguém vê o tal ônibus passar.

Assim, os moradores ficam obrigados a utilizar a linha 867 - Campo Grande X Barra de Guaratiba, onde o lucro vai todo para a Jabour. No verão, entretanto, os carros dessa linha ficam abarrotados de banhistas em direção à Barra de Guaratiba ou retornando da praia, portanto impossível de ser utilizada pelos moradores. A pergunta que todos fazem é como uma empresa tem todo esse poder de influência junto às autoridades do município do Rio de Janeiro para prejudicar a população em detrimento do lucro?

Empresário Jacob Barata

Jacob Barata Dizem que Jacob Barata, 82 anos, um dos proprietários da Jabour, é um empresário de grande influência nos meios políticos do Estado, apesar de declarar-se apolítico em recente entrevista. Jacob Barata é chamado de "Rei do Ônibus", mas o presidente da Rio Ônibus, Lélis Marcos, corre em defesa do empresário e diz que "não é rei coisa nenhuma", pois possui apenas 11,28% das empresas do ramo, fica aqui então a dúvida, será mesmo que todo esse sofrimento pelo qual a população passa é decorrência desse envolvimento do empresário com os meios políticos da cidade?

Uma outra informação que temos, e que pode de certa forma explicar todo esse sofrimento que a população enfrenta com o transporte coletivo aqui na zona oeste, é de que como diz o ditado popular, a Prefeitura do Rio pediu a "raposa para tomar conta do galinheiro" - a empresa M2M Solutions que controla e coordena através de GPS e meios eletrônicos sofisticados a distribuição e acompanhamento dos ônibus no Rio de Janeiro tem participação de Jacob Barata Filho, herdeiro de Jacob Barata, e mais 43 empresas do estado, claro, sem custo para o município. Mais ou menos assim: - a prefeitura gerencia e controla as empresas de transporte urbano com os relatórios oferecidos por elas mesmas(?).

Leia mais sobre o assunto nestas duas matérias publicadas pelo Globo recentemente.

Entrevista de Jacob Barata

M2M Solutions monitora ônibus

Comentário