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Ronaldo de Andrade Inácio
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Diferenças no controle de qualidade na implantação de terminais de transporte no Rio e São Paulo

Postagem em 15/11/2010

Dado as últimas notícias veiculadas, a população carioca deve estar entusiasmada com o novo pacote de benefícios e intervenções extremas que a cidade está para sofrer em relação ao seu falido sistema de transportes. Embora alguma delas estejam sendo implantadas dada a realização aqui na Copa do Mundo e Olimpíadas um grande boom de obras em benefício do sistema está para ser iniciado. Um fator interessante e que não podemos de deixar de detalhar por sua importância é uma certa inexperiência ou talvez ingenuidade dos projetistas no planejamento de instalações desses equipamentos quando se trata da instalação dos mesmos aqui da cidade do Rio de Janeiro. Tendo como perfeito exemplo de funcionalidade a cidade de São Paulo, vale destacar que lá desde a década de 80 todas as construções relativas ao transporte, principalmente estações e terminais são desde o projeto, efetuadas em conjunto e perfeita coordenação entre Prefeitura, EMTU (empresa de ônibus), Metrô e Ferrovia. Essa união gerou e proporciona até hoje a construção de equipamentos com bastante praticidade e funcionalidade onde os principais beneficiados são além dos profissionais envolvidos o público usuário.

Enquanto em São Paulo é de praxe nos terminais rodoviários a construção de mezanino ou passarelas para interligação entre as plataformas, garantindo assim uma organização maior e principalmente segurança no deslocamento dos usuários, aqui no Rio mesmo nos novos projetos, esse cuidado é relevado a segundo plano e os usuários acabam mesmo é circulando entre ônibus em movimentos (na frente e por detrás dos mesmos em atitude inconsciente e perigosíssima) e em meio as pistas, quando atravessam de uma para outra. Um bom exemplo do que estamos relatando aqui pode ser constatado na maioria dos terminais de nossa cidade como por exemplo no Terminal Alvorada (na Barra da Tijuca) e acredita-se que a mesma situação ocorrerá no novo Terminal Américo Fontenelle que ainda não foi construído e ficará localizado ao lado do Terminal Central do Brasil da Supervia.

Veja estudo comparativo na implantação dos terminais (1MB)

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Seria a paz para os corredores viários cariocas?

Postagem em 31/10/2010

Foi de inteligência suprema e mostra de surpreendente capacidade a decisão da Prefeitura do Rio anunciada no dia 18 de outubro (no telejornalístico RJTV - 2ªedição), onde o Prefeito e o Secretário de Transportes descreveram conjuntamente a expansão do Sistema de BRT´s do Corredor Transoeste. A princípio os BRT´s fariam ponto final em Guaratiba e agora terão os carros seguindo até Santa Cruz e Campo Grande. Foi divulgado ainda que até 2016 estarão concluídos os outros corredores anunciados e além do Transcarioca (ligação entre Barra da Tijuca e Aeroporto Internacional), Transolimpico (ligando Recreio até Deodoro e Av.Brasil **) estarão prontos também mais dois. Um ligando Santa Cruz até o Centro através da Av.Brasil e outro partindo de Campo Grande até Santa Cruz com o aproveitamento da Av.Cesário de Mello. Esta avenida, paralela a linha férrea, desde sua reforma efetuada há vários anos passados, possui pista central segregada exclusiva para uso de ônibus entre o cemitério de Campo Grande e o Largo do Curral Falso, em Santa Cruz (entroncamento com Estradas de Sepetiba e da Pedra).

A estação terminal do Transoeste em Santa Cruz, será integrada a estação do sistema procedente do Centro (via Av.Brasil) e embora não haja definição sobre o "ponto final" dos que procederão de Campo Grande, estima-se que esse seja instalado nas proximidades do Curral Falso já que a Av.Cesário de Melo termina neste local (e não no Centro de Santa Cruz). Se assim acontecer, o mais sensato é que exista neste ponto uma estação de integração entre esse sistema e o Transoeste que por ali passará rumo a Santa Cruz, cujo terminal deverá ser do outro lado da ferrovia. Este, por questões óbvias poderá ser estabelecido nas proximidades da Cia.Siderúrgica do Atlântico e final da Av.Brasil (Av.João XXIII). Por outro lado, será inteligente estender o BRT procedente de Campo Grande até Sepetiba (através da Estrada de mesmo nome) ao invés de parar o mesmo ao "meio do caminho" o que ocorrerá caso seu terminal seja no Curral Falso.

Não se sabe o que levou a Prefeitura a essa decisão, mas foi a forma digna de corrigir um problema que atingiria o sistema Transoeste antes mesmo de entrar em funcionamento. Da forma que o foi elaborado inicialmente, beneficiaria apenas a uma parcela dos usuários da região e isso poderia em poucos meses de funcionamento torna-lo saturado e obsoleto. É notório que para o perfeito funcionamento do "Transoeste" esse necessita integração com as todas as outras modalidades disponíveis da região e da cidade e estas também necessitam receber melhoras com a maior urgência possível.

Flagrante de um dos sistemas paulistas de BRT (Projeto Tiradentes),
atravessando trechos da cidade de São Paulo em elevado.
(foto by: Paulo Pinto/AE - www.skyscrapercity.com)

A necessidade da melhoria viária imediata entre Barra da Tijuca e Santa Cruz não tem preço. O custo adicional anunciado para a realização dessa obra 100 milhões de reais é válido como todo e qualquer valor empregado para a melhoria do sistema de transportes do Rio (o custo total do empreendimento será aproximadamente de 800 milhões de reais). Essa atitude doravante deve tornar-se um hábito comum das futuras gestões que administrarão a cidade sem que haja a necessidade da realização aqui de grandes eventos como Copa do Mundo e Olimpíada.

Agora, com a diminuição de usuários na baldeação no terminal integrado do Magarça (do BRT) haverá mais funcionalidade e rapidez para os passageiros procedentes de Santa Cruz, Itaguaí e Paciência já que presume-se que apenas os derivados Sepetiba, Bangú, Guaratiba e adjacências terão mais de uma estação para procederem a sua transferência (que poderá ser efetuada também na Fazenda Modelo. Um dos pontos principais do anúncio do próprio Prefeito é que a obra dada sua urgência poderá ser entregue por trechos, antes mesmo do final de 2011 e o primeiro a ser entregue deve ser o que havia sido originariamente prometido (até Guaratiba).

Estação de BRT em trecho suspenso de BRT em São Paulo
(foto by: skyscrapercity.com)

Ainda sem anúncio oficial ou publicação, não sabemos se será mantida a estação final em Cinco Marias (onde as composições do BRT "dariam a volta") ou se os veículos seguirão em linha reta através do trecho restante da Av.das Américas e Estrada da Pedra. É quase certo que sejam erguidas estações de parada em Jardim Guaratiba (aos fundos do Pingo D´Agua), Venda de Varanda (acesso à Paciência), Curral Falso, Antares, Santa Cruz e a terminal, possívelmente nas imediações do final da Av.Brasil e Cia.Siderúrgica do Atlântico (na Av.João XXIII). Se forem verdadeiras essas afirmações ficará bastante reduzido o número de passageiros que necessáriamente farão baldeação no terminal integrado do Magarça. Se o trajeto do BRT para Santa Cruz não prever passagem ao centro do bairro (Av.Felipe Cardoso), deverá haver variação na localização destas paradas.

Uma das preocupações que se estabelece agora em relação a obras na região central de Santa Cruz serão as desapropriações, principalmente para comerciantes estabelecidos, moradores e alguns prédios históricos tombados. Uma das boas soluções para o BRT atravessar essa parte do bairro, seria através de elevado o que facilitaria a integração com os trens e os ônibus da região.

Trajeto suspenso da pista do BRT sobre bairros de São Paulo
(foto by: www.saopaulourgente.blogspot.com)

No início do trajeto do Transoeste (Barra da Tijuca) o percurso também teve modificação e foi estendido do terminal Alvorada até o Jardim Oceânico e cremos assim que no Alvorada haverá de alguma forma, integração com o Corredor Transcarioca e algumas linhas que permanecerão fazendo ponto final naquele local.

O que se espera agora ao final de tudo é que não hajam maiores atrasos nessas obras que são um grande passo inicial para a melhoria substancial no caos atualmente estabelecido no sistema de transportes em nossa cidade.

Na estação Barrasul do Sistema Transoeste, que não será construída em frente ao Condomínio de mesmo nome e sim mais adiante, após a Av.Salvador Allende, será integrada ao Sistema Transolimpico, cuja estação terminal será na área vaga ao lado do Recreio Shopping e Supermercado Mundial e que hoje serve de canteiro de obras para vigas do viaduto em construção.

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A FIFA cobra e o leão ruge

Postagem em 16/07/2010

Tivemos nos últimos dias através dos jornais, Internet e informativos da TV, notícias do aborrecimento do nosso Presidente Lula com as críticas da FIFA relativas ao atraso nas obras para a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. A gente até entende a raiva de Lula em achar que a FIFA duvida da capacidade do país na organização de grandes eventos e de certa forma esteja interferindo assuntos internos da nação. O que talvez ele não saiba é que a FIFA tem relatórios e inspetores que aqui comparecem periodicamente (fato amplamente divulgado) que não se deixam enganar com queimas de fogos e acenos da população na orla empunhando bandeirinhas do Brasil.

Certamente o vergonhoso desempenho dos organizadores brasileiros por ocasião dos Jogos Pan-Americanos aqui realizados, serviu de alerta aos inspetores da FIFA e estão fazendo com que estes duvidem que aqui tudo esteja a contento para a realização do Evento. O não cumprimento dos compromissos viários estabelecidos por conta do PAN no Rio, foi um fiasco convenientemente "abafado" e mesmo "apagado" da mídia e a população talvez não tenha percebido que as únicas benfeitorias que ficaram prontas a tempo para o PAN foram alguns estádios e locais de competição.

Graves falhas no sistema de transportes fizeram nossa cidade no passado perder o direito de sediar outros grandes eventos. Na época do PAN, a Governadora e o Prefeito (inimigos políticos), se uniram e prometeram medidas que divulgadas, proporcionaram com que o Rio ganhasse o direito de sediar a competição provocariam uma revolução no deslocamento diário do carioca.

Esses benefícios seriam:

- A duplicação da Av.das Américas até Guaratiba, com construção de uma Segunda ponte paralela a que já existe sobre o Canal do Recreio e abertura do Túnel da Grota Funda. Essa benfeitoria incluía a construção de via paralela a Av. das Américas, ladeando o atual Canal das Taxas a partir da Av.Salvador Allende.

- Implantação dos Bondes da Barra (que ligaria os pontos de competição ao Terminal Alvorada e Estação Metroviária de Integração);

- Construção da linha Metroviária ligando a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional;

- Construção da linha Metroviária ligando a Barra da Tijuca até Botafogo;

- Construção de monotrilho ligando a Barra da Tijuca ao Centro (Aeroporto Santos Dumont) usando parte da linha amarela em seu percurso suspenso.

Na época em que essas medidas foram anunciadas, havia tempo suficiente para conclusão das mesmas já que em outras cidades no mundo estas são viabilizadas em tempo médio de dois a três anos. Em Pequim por exemplo, foram construídas simultaneamente 4 (quatro) linhas de metrô para melhorar aquele serviço nas Olimpíadas recentemente lá realizadas.

Em 2010 a Prefeitura do RJ vem anunciando solução para tentar amenizar esse caos. A escolhida, apesar de ser a mais barata é a que se tem a mão ao momento e que pode ser mais rapidamente implantada. Os Corredores de Transporte baseados no BRT (ônibus expressos articulados) foram solução criada no Brasil e que se espalhou pelo mundo mas que vergonhosamente aqui só era usada em sua cidade de origem (Curitiba) e mais recentemente em São Paulo.

Alguns desses Corredores no Rio começaram a ser anunciados em 2009. Naquele ano, em novembro, a Prefeitura anunciou a construção do primeiro (apelidado de "Transcarioca") ligando a Barra da Tijuca até a Penha (que agora terá extensão até o Aeroporto Internacional). Infelizmente não existe até o momento nenhum sinal que indique que será construído algum dia já que nem os proprietários dos imóveis que estão em seu percurso tiveram até agora aviso de desapropriação ou outro qualquer.

Quanto ao terceiro Corredor anunciado há dois meses passados (apelidado de "Transolimpico"), que parte da Av.das Américas (através da Av.Salvador Allende) e chegará até Deodoro (Av.Brasil) que deverá (ou deveria) estar pronto para os Jogos Olímpicos no Rio, só Deus sabe seu destino (não existe nenhum sinal que indique o início de sua obra).

Em relação do Corredor "Transoeste", que ligará a Barra até Santa Cruz (anunciado em Janeiro/2010), sua construção teve na semana passada uma cerimônia de marco inicial dos trabalhos de abertura do Túnel da Grota Funda. Estão também sendo realizados alguns trabalhos de engenharia num canteiro instalado no trevo de cruzamento da Estr.do Magarça com Av.das Américas (em Guaratiba).

Infelizmente apesar da satisfação dos usuários em relação ao término dessa obra previsto para o final de 2012, reina no ar um pequeno sentimento de "benefício feito pela metade" (ou "beberei refresco porque não tem suco"). O benefício desse Corredor seria bem maior se o mesmo fosse estendido até proximidades da Av.Brasil (em Santa Cruz). Além das quatro estações em Guaratiba, deveria possuir mais cinco em seu percurso. Duas normais (Venda de Varanda, Curral Falso e João XXIII), duas de integração (Santa Cruz e a terminal, na Av.Brasil).

As atuais linhas de ônibus da região que terão seus itinerários extintos ou modificados, serviriam com intensidade maior como alimentadoras desse sistema "troncal" que tem capacidade limitada e em futuro próximo necessitará que sua vertente projetada para a Av.Brasil seja rapidamente posta em prática.

O BRT Santa Cruz-Barra é em verdade Guaratiba-Barra. Para o restante de seu trajeto, espera-se uma lógica duplicação da Av. das Américas (no pequeno trecho entre a Estr. do Magarça e Estr. da Pedra) e deste ponto até Santa Cruz a obra está tecnicamente pronta pois a através da Estrada da Pedra e Av. Felipe Cardoso já duplicadas, chega-se facilmente ao centro de Santa Cruz. A exemplo da obra do metrô, o público usuário do sistema deveria ser consultado pois é quem opina melhor por soluções, surpreendendo por vezes as soluções inventadas por certos projetistas do transporte em nossa cidade.

Voltando aos temores da FIFA podemos afirmar com certeza que o não cumprimento ou atraso na liberação destes itens, somados a construção e/ou reforma em hotéis, aeroportos, linhas do metrô e outros fatores podem se tornar um pesado fardo para a realização ou não da Copa do Mundo no Brasil. A tendência da FIFA doravante é cobrar daqui para a frente essas soluções com maior veemência e isso é positivo para que certos políticos ou empresários daqui que pensam como cita o dito popular "que berimbau não é sorvete" e já tivemos uma história anterior de Trem Bala em nossa cidade, eu virou Sorvete e derrete

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Terminais urbanos do lado oeste da Zona Oeste

Postagem em 01/06/2010

Ponto de ônibus improvisado na Estrada da Barra de Guaratiba

Dentre os Terminais Rodoviários urbanos do Rio, o único que oferece boas condições é o Menezes Cortes no Centro, já que os outros são meras "figurações".

Na Zona Oeste o fato se repete. Em Guaratiba, tanto em Pedra como em Barra (de Guaratiba), estes se limitam a uma placa indicativa acompanhado daquelas coberturas amarelas que não abrigam ninguém do sol ou da chuva. A mesma retórica é copiada em Santa Cruz onde na calçada ao lado da Estação Ferroviária (e outras "em torno") existem as mesmas condições abrigando várias linhas de ônibus em uma fila extensa, algumas concorrendo com o próprio trem.

Em Campo Grande, o Terminal da Rua Aurélio de Figueiredo (chamado popularmente de "Rodoviária de Campo Grande"), inaugurado em 1979 e ampliado em 1988, não possui em 2010 diversos itens que os modernos terminais de grandes metrópoles exigem, sejam eles de qualquer modalidade de transporte.

O número de plataformas é insuficiente ao número de linhas usuárias. A prova desse fato são outras que usam a calçada ao outro lado do leito ferroviário em condições bem piores. Nesse local uma antiga cobertura abriga os passageiros em meio a bares e estabelecimentos em condições ruins de higiene, além de vendedores de amendoim, "mariolas" e outras quinquilharias. No prédio principal, não há escadas rolantes e rampas p/acesso de especiais, apesar de ser um dos únicos com WC p/homens e mulheres, ultimamente estes quase nunca estão abertos.

Uma das necessidades mais prementes é a ligação física direta c/a Estação Ferroviária. Esta seria viável c/construção de uma passarela suspensa sobre a Rua Aurélio de Figueiredo nos moldes da que existe unindo o Barrashopping até a Univ.Estácio de Sá. Outra necessidade é a instalação de um painel na entrada do Terminal indicando as plataformas corretas p/embarque. A falta desta faz com que o passageiro novato tenha que efetivar pergunta a terceiros ou vagar através das duas grandes plataformas até achar o ponto onde irá embarcar.

Enfim, são necessários itens que as autoridades do RJ quem sabe, algum dia aprenderão a enxergar (talvez no dia que passem a usar os ônibus), pelo menos assim esperamos, já que a cidade de São Paulo nessas questões dá verdadeiro show.

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O que será o amanhã

Postagem em 03/05/2010

Título do samba-enredo mais famoso da Escola de Samba União da Ilha do Governador e que segundo a falecida Cantora Fadista Portuguesa Amália Rodrigues, não era um samba e sim um Fado.

A gente aqui de Guaratiba, não sabe o quanto ou "a quantas" essa história de BILHETE ÚNICO e LICITAÇÃO DAS LINHAS DE ÔNIBUS nos será útil. Achamos louvável o empenho desta gestão da Prefeitura em tentar ao menos, melhorar as condições da atual bagunça em que se encontra nosso sistema de transportes, embora ainda não nos tenha sido provado o quanto é real essa intenção, já que nada anunciado deste novembro do ano passado saiu do papel.

O que tememos é que essas prometidas mudanças não venham a repercutir beneficamente aos já sacrificados usuários moradores de Guaratiba. Um dos fortes indícios que nos fazem acreditar em tal possibilidade foi a divulgação na imprensa da afirmação do Prefeito de que "as empresas escolherão os itinerários das linhas, dentro das zonas pré-determinadas para operação". Isto nos deixa apreensivos e já prevemos uma nova superposição de linhas já que, não só as empresas de ônibus como as do transporte alternativo desejarão estabelecer seus itinerários através de corredores principais, não trazendo assim nenhum benefício positivo à nossa comunidade.

Atualmente, um dos piores problemas dentro dessa vertente é justamente o fato de Guaratiba além de mal servida, ter 90% das linhas superpostas em corredores principais. A princípio essa situação será algum dia corrigida (ou pelo menos assim espera-se) com a construção do Corredor Transoeste. Lembro-me que há alguns anos a Prefeitura por conta própria, instituiu uma linha de "Jardineiras"(*) ligando todos os bairros da Zona Sul do Rio e esta circulou por muito tempo.

Aqui em Guaratiba, fizemos ao menos 3 solicitações à Secretaria de Transportes no sentido de estabelecer uma linha ligando o litoral (praias) de Guaratiba. A referida linha, constituída por microônibus (quatro ou cinco) ligaria a Praia de Barra de Guaratiba até Sepetiba, passando por Ilha de Guaratiba, Estrada da Matriz, Fazenda Modelo, Pedra de Guaratiba e litoral da Praia da Brisa. Seria um grande avanço no incremento do turismo na região e resolveria primordialmente a grande dificuldade de estudantes, trabalhadores, idosos, comerciantes (principalmente do litoral da P.da Brisa) e outros usuários que hoje só conseguem fazer esse trajeto com duas ou três baldeações, sem bilhete único.

Não houve resposta da Secretaria de Transportes (gestão anterior da Prefeitura) ao nosso pedido, já que a expressão "sua solicitação foi cadastrada, por favor telefone ao número XXXX fornecendo o número de protocolo XXXX" nunca resolveu nosso problema, principalmente pelo fato de que as poucas vezes que você consegue acessar o referido telefone "XXXX" é informado de que nada ainda foi resolvido.

Com relação ao BILHETE ÚNICO não sabemos nem de perto o que poderá ser feito em favor da população de Guaratiba. A linha mais barata com destino ao Centro (387 - Mauá/Marambaia) tem carros que saem com destino ao Centro em intervalos de duas em duas horas e o tempo total de viagem até a Zona Sul e Centro é estimado em uma hora e trinta minutos e só beneficia a princípio alguns usuários em possíveis baldeações em linhas que partem do Terminal Alvorada.

A linha (381- Castelo/Pedra de Guaratiba), só tem carros com ar condicionado ao preço de R$4,70 (coincidentemente o preço do Bilhete Único). A segunda opção na Pedra, a linha de frescão Castelo/Santa Cruz é mais impraticável ainda já que a passagem custa R$9,50.

A linha 381 quando iniciou sua operação tinha frota composta por ônibus comuns e a tarifa era a modal implementada em toda a cidade (hoje R$2,35). Criou-se uma variante da mesma, a linha 369 (via Estrada do Mato Alto) cujos carros saindo da Pedra e quase chegando em Bangú, retornavam até Campo Grande para alcançar a Av.Brasil dando-se claramente para entender o motivo de ter sido extinta.

A população trabalhadora não foi esclarecida do motivo da troca da operação da linha 381 antes pertencente a empresa Zona Oeste e sua consequente passagem para a responsabilidade da empresa Auto Viação Jabour. O único fato verdadeiro nessa história toda é que hoje os usuários pagam sem opção o preço de R$4,70 de passagem em linha que só possui carros com ar condicionado. E é por isso e usando termos populares que podemos citar que "por alhos e bugalhos" em Guaratiba a coisa é feia; "se ficar o bicho pega (Expresso Pégaso S.A.) e se correr, o bicho come (Auto Viação Jabour)".